Procura

Ando à procura,

Mas não sei bem do quê.

Ando à procura,

De algo que não se vê.

 

Procuro alguma coisa,

Que esqueci,

Talvez… não sei,

Talvez… eu a perdi.

 

Ando à procura,

Hoje disto, amanhã daquilo.

Ando à procura,

De algo a que não resisto.

 

Procuro um sentimento,

De poder, de satisfação.

Talvez procure…

Sucesso? ou perdição?

Ando à procura,

E assim vou continuar,

Pois o que procuro,

Para mim, não existe,

O que procuro é… ar.

 

Ando à procura…

Do quê?

0 pensamentos em “Procura”

  1. A primeira ‘regra’ vai um pouco contra o que o diálogo é, em essência. O que não quer dizer que a regra esteja errada, muito pelo contrário, mas o “mostrar, não contar” aplica-se somente fora dos diálogos, como disseste e bem, na reacção das personagens, nos seus gesto e nos seus silêncios.

    Uma outra ‘regra’ que acho preciosa nos diálogos é o não usar conversas clichés, que vemos repetidos em filmes, livros e não sei mais em quantas situações. O tipo de diálogos que nos faz revirar olhos.

    As restantes funções estão bastante bem apontadas.

    1. Sem dúvida que falta aqui a regra de não usar clichés, ou as “frases feitas”. Obrigada Ana, mais um apontamento a incluir… Quanto à primeira ‘regra’ o que eu queria dizer era que o próprio diálogo serve para Mostrar. Ele corta o ritmo demasiado narrativo e é em si mesmo uma forma de mostrar. Mesmo durante o diálogo pode-se mostrar e não contar, por exemplo: a personagem repete várias vezes algo como “Vais contar-lhe o que aconteceu?”, pode indicar que, revelar algo a outra pessoa, o deixa nervoso ou contrariado. Era neste sentido 😉

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