Sem pressão! Hoje é Sábado.

As sextas-feiras são sempre aqueles dias muito complicados, em que tudo o que apetece fazer depois do dia normal de trabalho, é ir aparvalhar (chamem-lhe descontrair) para qualquer sítio. Normalmente acompanhada de amigos, boa conversa, boa comida e bebida, larga-se algum do “peso” emocional adicionado durante a semana.

A sexta-feira é dia de expirar profundamente, de tentar desligar o botão que esteve “on” durante toda a semana, de pensar que temos dois dias inteiramente livres para fazer aquilo que nos apetece.

Claro que a ideia de dois dias livres é uma utopia, entre as obrigações domésticas, familiares ou outras, limitam esse tempo àquilo que ele verdadeiramente é: uma pausa limitada mas largamente apreciada.

Pessoalmente, o fim-de-semana significa (ou pelo menos eu esforço-me para que assim seja) tempo para dedicar à minha escrita, à pesquisa, à leitura e às minhas paixões. A sexta-feira é o expirar profundamente e o Sábado é inspirar livremente.

Não há sentimento melhor que acordar quando o nosso corpo decide que é a melhor altura. Não há nada mais agradável do que sentar-me à secretária, com a cabeça descansada e a vontade de trabalhar. E não há trabalho melhor do que aquele que não se assemelha minimamente ao conceito. Depois de oito ou mais horas na frente do computador, levanto-me com a sensação de que não trabalhei um único minuto que fosse, que apreciei todos os segundos da tarefa executada e regozijo-me nos objectivos alcançados.

(E claro que o Domingo soa mais àquele síndrome depressivo associado à proximidade da segunda-feira. Bom, acho que esse é largamente conhecido por todos os trabalhadores por conta de outrem e afins…)

Hoje é Sábado. Um como tantos outros, em que uso o meu precioso tempo aqui, tentando organizar alguns pensamentos e inspirar-me para dar seguimento à tarefa de continuar a rever o meu livro. Sim, aquele que daqui a nada já terá idade para ir à escola.

Entretanto andei pela net à procura de novidades, como é meu costume. Liguei-me aos meus perfis do costume, Facebook, o meu blog, Goodreads, Twitter, e descobri que não consigo encontrar uma comunidade de escritores portugueses online. Onde andamos nós? (E aqui estou a ser um bocadinho pretensiosa, eu sei!) Associados às comunidades estrangeiras? Ausentes do contacto participativo da blogosfera? Só queremos que nos leiam? Evitamos a acessibilidade e a exposição pública de ler e ser lido?

Onde andam os Fóruns e os Chats idóneos dos escritores Portugueses? As páginas informativas sobre os eventos mais relevantes para os escritores e aprendizes de escritores em Portugal? Aquelas que não estão associadas a lojas ou editoras.

Onde param os sites sobre o negócio da edição e publicação em Portugal? Os que não são patrocinados pelos ditos parceiros de negócios. Os que contêm os segredos do negócio, as mensagens motivantes e a informação livre e isenta?

Onde andam os nossos escritores? Apostam no conhecimento, na divulgação do valor acrescentado, na cultura e na partilha? Ou preferem a segurança da auto-preservação, dos interesses concertados e de proteger os nichos onde se encaixaram?

Onde andam os “adultos” na blogosfera? Os jovens andam emprenhados em manter a esperança e cada vez mais, associados aos projectos estrangeiros. E os outros? Os mais ou menos consagrados, os aprendizes tardios, os apaixonados pela arte?

Se alguém souber, p.favor informe. Os curiosos, como eu, agradecem.

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Deixem aqui os vossos comentários ou enviem e-mail para: sara.g.farinha@gmail.com

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