Morreu porque parou de stressar ou parou de stressar porque morreu?

Usamos a palavra stress com displicência. Usamo-la nas conversas do dia-a-dia, brincamos com o conceito e banalizamos os seus efeitos. É fácil relativizar o que nos acontece quando não consideramos a gravidade duma situação. Cada um de nós tem uma resistência ao mundo exterior, um sistema de auto-defesa que assume a liderança naqueles momentos menos agradáveis.

Quando sujeitos a pressões externas de magnitude considerável, tendemos a vestir a nossa capa de super-heróis. Relativizamos, dissecamos ou assumimos as dificuldades impostas. O problema agrava-se quando a pressão a que estamos sujeitos é constante.

Existem algumas estratégias às quais podemos recorrer para apaziguar as nossas ânsias. Falam-nos em desporto, em ioga, em meditação ou simplesmente exercícios de respiração. Mas, e quando nada disto funciona? Quando as nossas defesas desaparecem, e a nossa capa protectora de super-herói encolhe com as lavagens? O que fazer então?

Não é só a saúde mental que está em causa, mas também a saúde física. A nossa vida, tal como a conhecemos, muda. E esta mudança é geralmente para pior.

A atitude perante as dificuldades é prova da nossa capacidade de resistência, e em última análise, as dificuldades ajudam a construir carácter. Mas será esse carácter aquele que nos faz falta? Ou estaremos, uma vez mais, a iludir-nos sobre o que é verdadeiramente importante?

É que não nos acautelamos podemos ficar a conhecer intimamente o sacana do alemão.

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