Memórias de Infância na Feira do Livro

Mais um ano, mais uma feira do livro no Parque Eduardo Sétimo. Lembro-me de ser miúda e deste programa familiar ser um dos mais agradáveis do ano, em concorrência directa com a Feira das Mercês e a Feira da Luz (ah pois é! os passeios culturais das multidões durante a pré-existência de Centros Comerciais).

Recordo-me que vinha de lá de rastos, mas bastante animada porque trazia sempre alguma coisinha no saco. A Feira do Livro era o sítio, a seguir ao hipermercado (de onde veio toda a minha colecção de livros “Os Cinco” de Enid Blyton), ao qual eu mais gostava de ir. Naquela altura não frequentava livrarias, não havia muito dinheiro para o fazer, e Bibliotecas só mesmo as das várias escolas por onde passei. Por isso a aproximação da data da Feira do Livro era sempre vista com extrema animação.

Os livros sempre fizeram parte das rotinas lá de casa, muitas vezes comprados por fascículos ou em colecções encadernadas, daquelas antigas dignas de qualquer biblioteca, simplesmente era um luxo que a economia familiar nem sempre suportava. E o conceito de “feira” da altura, não era semelhante ao da actualidade.

Uma das melhores visitas à Feira do Livro de Lisboa, culminou na compra de “Drácula” de Bram Stoker. Livro que, só veio para casa comigo porque a mãezinha não nos acompanhara, a mim e ao meu pai, naquela visita. Ui!! A recepção do dito cujo lá em casa não foi calorosa. Aquilo tinha capa de livro estranho e a síntese da obra valeu ao meu pai um valente raspanete. Ela lá tinha os seus motivos e naquela altura, eu admito que, não tinha idade para aquela história. E bem que me proporcionou umas noites sem dormir… Nunca mencionadas lá em casa. Claro!

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