Grande ou Pequeno? Curto ou Longo? Qual o limite das Palavras?

Todas as nossas acções têm um objectivo. Este pode ser facilmente perceptível, através da acção em si, ou pode existir numa forma menos observável.

Um texto surge da mesma forma. Há um objectivo, o escritor deseja passar uma mensagem, falar sobre algo, inventar uma história nova, mostrar um ponto de vista. Os meios para o fazer é que diferem, de acordo com esse mesmo objectivo.

Para inúmeras pessoas, escrever é um alívio. Significa partilhar aquilo que pensamos e sentimos. Mas porque desejamos fazê-lo? E como?

  • Escrever um livro, implica partilhar não só a ideia original, mas o seu desenvolvimento, condimentando-a com personalidades, pontos de vista e emoções.
  • Escrever um poema significa partilhar sentimentos, ideias de pequeno tamanho mas de elevado significado.
  • Escrever um conto é saber à priori que mensagem queremos passar, quais os actos e as acções que melhor ilustrarão o objectivo da história.
  • Escrever um artigo para um jornal implica responder ao quem, onde, como e porquê.

A questão que se deve colocar é: Qual é o objectivo do texto?

Este post, por exemplo, o objectivo deste texto é mostrar que, qualquer que seja o formato da nossa escrita, todo ele tem um propósito, um objectivo. E que esse propósito irá definir a forma em que iremos escrever.

Há uma série de regras formais sobre qualquer texto. Um romance deve ter… um poema deve compôr-se de… um conto deve obedecer a… E estas regras estão em qualquer livro usado no ensino formal da Língua Portuguesa, ou em livros da especialidade.

Mas, aqui, o importante não é definir o que queremos escrever através da escolha da forma. Importante é saber o que queremos dizer, e aí saberemos que formato será usado.

Quantas vezes ouvimos: “Eu gostava de escrever um livro. Mas é muito grande e demoraria muito tempo e nem saberia por onde começar.” Ou algo do género.

Se fôssemos verdadeiros connosco próprios diríamos: “Gostava de escrever sobre a plantação de orquídeas. Um livro servirá este objectivo na perfeição.”

O desabafo que a escrita nos proporciona é bom, mas como já disse anteriormente, nunca fui talhada para escrever diários, por isso é melhor concentrar-me em definir objectivos.

O que seria o ser humano sem um objectivo? Sem um propósito? Um barco à deriva.

Sara Farinha

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