Livros perdidos no tempo

Muitas são as páginas e as letras perdidas no tempo. Os livros compilados como tal, ou aqueles que não passaram dum aglomerado de páginas nas mãos de alguém. E como tudo na vida tem um fim, algumas destas obras não chegaram aos nossos dias, nem a muitos dias antes dos nossos. Aqui menciono algumas obras, outras mais existirão decerto, perdidas no tempo e nas circunstâncias que levaram à sua destruição, mais ou menos consciente, consoante os casos.

Margites de Homero – O homónimo da Comédia de “Ilíada” e de “Odisseia” para Tragédia.

Bíblia – Entre a hebraica e a cristã, muitas foram as escrituras banidas da sua constituição e muitos foram os textos que se perderam na história, apesar de mencionados em outras partes dos escritos existentes.

Sanditon – O eterno romance inacabado de Jane Austen.

The Isle of the Cross – Uma história de Herman Melville que, após rejeição pelo editor, desapareceu sem deixar rasto.

The Poor Man and the Lady – O primeiro romance de Thomas Hardy.

Primeiro rascunho de The Strange Case of Dr. Jekyll and Mr. Hyde – O primeiro rascunho deste clássico de Robert Louis Stevenson ardeu na fogueira após uma crítica da sua esposa.

World War I – Ernest Hemingway perdeu alguns dos seus romances para um ladrão de malas. Alguns terão sido publicados após plágio enquanto outros terão permanecido perdidos para sempre.

Double Exposure – Uma obra permanentemente incompleta por suicídio da autora, Sylvia Plath.

Um dos livros sobre este tema é The Book of Lost Books de Stuart Kelly , ou “O livro dos livros perdidos” na versão brasileira (alegadamente roubado da mala de Hemingway naquela fatídica viagem). Um livro perdido e encontrado, que expõe alguns factos sobre obras que desapareceram de circulação (ou que nunca chegaram a circular) e sobre os seus autores.

E no meio de tantas histórias inexistentes, pergunto: Quem contabiliza os livros perdidos? As histórias merecedoras, nunca publicadas? As páginas enterradas em gavetas reais ou virtuais, que nunca passam do gatekeeper? Não serão esses os verdadeiros livros perdidos?

Artigo inspirado no artigo do site smithsonianmag.com

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