Review/Opinião: “The Death of Mr. Teodorescu” de Cristian-Mihail Teodorescu na ISF

Nas palavras do autor, Cristian-Mihail Teodorescu, esta é uma história sobre os problemas nos sistemas nacionais de saúde da actualidade, sobre a rentabilização do sistema através do uso dos pacientes como peças sobressalentes e sobre os princípios puramente económicos que regem a nossa sociedade.

Para mim é uma crítica directa ao papel dos governos no tratamento dos indivíduos que o compõem, à negação da dor de outrem e ao egoísmo calculista dos seres humanos.

Em resposta aos comentários do autor, nenhuma das partes da história me fez rir, mas toda ela me provocou um sentimento de choque perante a indiferença da única pessoa que deveria sentir algo para com o morto.

A falta de rituais de passagem ou a sua substituição por procedimentos médicos que, na melhor das hipóteses, agravariam a dor da perda de alguém, são exemplo da insensibilidade crescente que se instala na vida diária. O pragmatismo, a frieza daqueles que foram endurecidos pelas circunstâncias, a prossecução de objectivos financeiros e a sobrevivência através do sacrifício da vida alheia, são os temas que tornam este conto num texto explanatoriamente interessante e macabramente directo.

Esta é uma representação colorida, não só dos organismos que regem os cidadãos, mas também da insensibilidade galopante que tem dominado a evolução daqueles que vivem em sociedade. Imaginativa, perspicaz e actual, é uma mensagem a reter.

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 “The Death of Mr. Teodorescu” by Cristian-Mihail Teodorescu

In the author’s own words this is a story about the “well known problems of health systems in the actual societies…” about the possible profitability in treating “patients as ‘sources of spare parts’… and the “…purely economical standard of the actual society.”

Personally I feel that this short-story is a direct critic to the government’s way of treating their individuals, focusing on the denial of someone else’s pain and in the human being’s selfishness.

I wasn’t able to laugh, as the author assumed readers might be tempted, but I was assuredly shocked by the indifference showed by the only human being that was supposed to feel something towards the dead man.

The lack of passing rituals and their replacement by medical procedures, that would deepen the pain of losing someone that we hold dear, are examples of the indifference and the desensitize of the human daily life. The pragmatism and the coldness of the ones that were hardened by the circumstances, the economical resumption and the survival through sacrificing someone else’s life are the arguments that support this story as an interesting and gruesomely direct reading.

It’s a colorful representation, not only of the ruling organizations, but also the marching callousness that has ruled society’s evolution. Well thought, shrewd and current it holds an important message, one that we shouldn’t forget.

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