Opinião: ‘The Edge of Never’ de J.A. Redmerski

the edge of neverEscrevo esta opinião a ouvir a lista de músicas deste livro. E é uma excelente playlist. Esta é a história de Camryn Bennett. Uma jovem que decide partir em busca da sua vida, depois de viver alguns momentos traumáticos que a atiram para um estado de melancolia depressiva, de onde ela não parece ser capaz de sair. A típica história de partir em busca de si mesmo, que é construída a pouco e pouco, com a qual me relacionei de uma forma inesperada.

Camryn entra num autocarro e parte, em busca de algo que não é capaz de racionalizar, apesar de aos vinte anos já ter vivido o suficiente para lhe arrancar uma maturidade pouco habitual. Sem destino, e vivendo a mentalidade de uma nação que acredita na independência pessoal em tenra idade, Camryn procura compreender o que fazer a seguir depois de (Cuidado com os Spoilers!!!) perder o amor da sua vida de forma abrupta, sobreviver à separação dos seus pais precedida por uma traição, ver o seu irmão ser preso após anos de abusos de álcool e drogas e, por fim, ser abandonada pela melhor amiga ao preteri-la em favor dum namorado instável. Com uma depressão que não abate, Camryn decide aproveitar a dormência emocional em que se refugiara para ganhar coragem e ir em busca do seu futuro.

Como em qualquer boa história de viagens de descoberta pessoal, é ao conhecer um rapaz que tudo ganha outro sentido. Andrew Parrish é o desconhecido que a desafia (e que éroadtrip desafiado por ela em igual medida) para lá de tudo o que ela alguma vez contemplara. Ambos viajam em direcção a algo mas, para Andrew, tudo tem um significado diferente que só ficamos a conhecer lá mais para o final (e aqui não vou estragar a surpresa).

Pessoalmente, preferia que a autora tivesse optado pelo final mais significante. Aliás, eu estava pronta para parar de ler ao segundo parágrafo do último capítulo. Se o tivesse feito talvez perdesse o público-alvo mas garanto que teria chegado a tantos outros e forçado uma espécie de amadurecimento do leitor. Acho que teria captado algum do sentido (sem sentido) desta vida.

J.A. Redmerski preferiu o final convencional, o que nos vai proporcionar uma (bem-vinda) sequela, mas que ajudou diminuir o impacto desta história.

Aficcionada em alguns destes temas, e neste género, adorei a história. Ao acompanhar Camryn nesta viagem, passar pelos locais e situações desconfortáveis que ela passou, ouvir a banda sonora que os acompanhou e ler sobre algumas das coisas que gostaria de vir a experimentar (como atravessar o continente norte-americano de carro), retive a última estrela porque não vibrei com o final.

De qualquer das formas, aconselho o livro. Aliás, não estaria a escrever sobre ele se não me tivesse emocionado o suficiente para querer partilhá-lo. Caso decidam lê-lo, espero que gostem! Quase 24 horas depois de terminar e ainda não me “livrei” dele.

“It’s not only about sadness. In truth, sadness really has little to do with it. Depression is pain in its purest form and I would do anything to be able to feel an emotion again. Any emotion at all. Pain hurts, but pain that’s so powerful that you can’t feel anything anymore, that’s when you start to feel like you’re going crazy.” (Camryn) ‘The Edge of Never’ by J.A. Redmerski

“Not the kind of future my old man wanted for me, but unlike my brothers, I learned a long time ago that it’s my future and my life and I can’t make myself live the way someone else wants me to live.” (Andrew) ‘The Edge of Never’ by J.A. Redmerski

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