Palavras Soltas: Um destino de cada vez (inspiração de Paris)

o beijoCostumamos dizer que quando viajamos a mente expande… ou algo do género. Expormo-nos a realidades, culturas, espaços diferentes é uma experiência gratificante. Mais, quando deixamos em casa a máscara do turista e permitimo-nos apreciar de forma despoluída as coisas que nos rodeiam.

Num exercício de observação de pessoas, dos momentos e das vivências diárias daqueles que se cruzam connosco pelas ruas, trago sempre mais dum sítio onde vou do que se enchesse a máquina de fotografias, e os olhos de ex-libris turísticos (fazem parte! mas, às vezes, é preciso ver os sítios de outra forma).

Aprende-se tanto a observar o empregado de mesa, a mãe de três filhos, os passageiros do metro ou o senhor com o violino riscado e as roupas gastas. Absorve-se tanto quando se passeia pelas ruas onde as pessoas vivem, trabalham, ou se divertem. Quando se percebe onde passam o tempo, fazem as compras, ou se esquecem do mundo por umas horas.

Mesmo se enterrados em considerações pessoais, a oportunidade de comprar o bilhete e ir, é dar uma oportunidade ao mundo de provar que o nosso tempo é valioso. Olha-se para os outros e indaga-se o que serão as suas vidas, porque estão ali, para onde vão… o que lhes vai na mente. Cada um de nós é mais uma peça deste enorme jogo e, se observarmos com cuidado, somos mais um que viajante agarrado às convicções pessoais, mesmo sem certezas de chegar ao destino planeado.

Cheios de contradições: Gentis, mas não simpáticos; Com dinheiro, mas a sobreviver; Com tanto espaço, mas fechados em cubículos; Escravos do trabalho, mas livres noutras vivências… Diferentes, mesmo se iguais em essência. Distintos em hábitos e humores, nas próprias expressões faciais, na carapaça com que se cobrem diariamente.

As diferenças são o motivo daquilo que me leva a ir a outros sítios… Mesmo se não compreendo um terço do que se passa, mesmo se a língua me é completamente desconhecida (aqui não era bem o caso), mesmo se envergonhada durante uns bons bocados. Alimentar a curiosidade e apreciar. Ver os outros como são, mesmo que eles não se vejam a si mesmos, recolher o combustível para outras histórias e classificá-la como uma boa tentativa para colocar o mundo em perspectiva.

Cada um de nós vive o mundo de uma maneira muito própria. Eu gostava de, um dia, vir a entender algumas dessas formas de vida… começo por aqui, um pormenor de cada vez. Um destino de cada vez.

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4 pensamentos em “Palavras Soltas: Um destino de cada vez (inspiração de Paris)”

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