Opinião: ‘The Great Gatsby’ de F. Scott Fitzgerald

The Great GatsbyE se não fosses capaz de enterrar o passado? E se todas as tuas acções e planos se destinassem a fazer evaporar o tempo que passara? E se recuperar um amor perdido fosse o motivo por trás de todas as tuas decisões?

Jay Gatsby é o homem que todos queriam ser e que todas as mulheres não se importariam de ter. O dinheiro, a casa, as festas, os automóveis, barcos e aviões, tudo fazia parte da vida do misterioso Gatsby que, vivendo uma vida incomum, evitava os constrangimentos normais da época. Nada parecia cativá-lo o suficiente para se tornar como todos os outros. E, como tudo o que não encaixa na definição dos outros de ‘normal’, provoca a curiosidade e malícia, eles decidiam de que cor pintar o seu passado, enquanto aproveitavam a hospitalidade do presente.

Nick Carraway é o primeiro a ver Gatsby tal como ele é. Peça fundamental na concretização das intenções de Gatsby, vê-se no papel de confidente deste estranho homem, tornando-se na testemunha do seu passado e no veículo da mensagem desta história.

 Num universo americano do pós-guerra onde o dinheiro, o glamour e as festas ditam os costumes sociais, ‘The Great Gatsby’ é na essência uma história de um amor perdido, de pessoas levianas e inconsequentes, de relações ilícitas com finais trágicos. É a confirmação de que algo perdido no passado, dificilmente pode ser recuperado. Mas, também, que esse algo nunca pode ser ignorado sem ter sido definitivamente enfrentado, sob pena de tristes fins.

Num cruzamento de histórias e destinos é um livro que nos marca pelas descrições de época, mas também pela profundidade emocional de um homem, uma certa ingenuidade, que se revela por trás da máscara composta com que vive. 

Um Clássico que tanto tem de actual nos vislumbres que nos proporciona da natureza humana, na ingenuidade das grandes paixões, na frivolidade das relações, nas consequências de actos irreflectidos, no egoísmo da auto-preservação pessoal e, acima de tudo, nas ilusões das quais os homens se alimentam para sobreviver.

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