Palavras Soltas: A escrita para fugir da vida

“Não se trata de uma alternativa à vida, e muito menos de fuga à vida, mas sim da própria vida: recoberta no entanto por uma singular forma de luminosidade, como se estivesse, e não estivesse, a habitar plenamente o tempo presente.” Joyce Carol Oates, ‘A Fé de um Escritor’

Até à data, esta é a melhor resposta à pergunta: Para que serve a escrita?

Esta é a resposta para todos aqueles que não compreendem. Para nós própriosvida em tempos de dúvida. Para aqueles momentos em que pomos em causa e sobre analisamos o que nos leva a fazê-lo.

É, sem qualquer dúvida, uma pergunta que me coloco há muito tempo. Muitas vezes faço-o sem saber, conscientemente, que o fazia.

Para que serve a escrita? Porque o faço? Porque o fazem os outros? Porque falho tanto ao fazê-lo? Todas estas perguntas acompanham-nos pela vida. São os mais assíduos companheiros de viagem dos nossos receios. São os parentes chegados das nossas inseguranças. Aqueles de quem, não se gosta particularmente, mas com quem somos obrigados a conviver.

Porque escrevo? Não porque procuro uma alternativa à vida. Não porque procuro fugir da vida. Escrevo porque escrever é a vida. Representa-a. Ilustra-a. Enche-a. Molda-a. É o presente e o futuro, moldado no passado. É uma existência separada apesar de indissociável.

Enquanto escrevemos enchemos a vida. E a vida enche o que escrevemos.

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