Opinião: ‘Stitches: A Handbook on Meaning, Hope, and Repair’ de Anne Lamott

stitches

Tenho a certeza que já vos tinha dito mas vou repetir: sou fã dos escritos de Anne Lamott.

Como repararam (ou não) nas últimas duas semanas virei a câmera fotográfica para as páginas de um livro que era, praticamente, residente oficial da minha wish list.  Finalmente, adoptei ‘Stitches‘ e trouxe-o para casa.

Enquanto o degustava, partilhei alguns excertos através do meu perfil no Instagram, algo que adoro fazer… Só para informar, costumo usar #lereimportante, se estiverem interessados em contribuir com as imagens das vossas leituras.

De Anne Lamott li o excelente ‘Bird by Bird‘, o profundo ‘Small Victories‘ e, agora, o intenso ‘Stitches‘. Escritos por ela, tenho mais uns quantos na whish list, que aguardo (com carinho) cada promoção de literatura estrangeira.

“You have to keep taking the next necessary stitch, and the next one, and the next. Without stitches, you just have rags. And we are not rags.”

Gosto muito da forma franca como Lamott nos envolve nos temas que aborda. Habitualmente, voltada para a natureza humana no seu melhor (e pior), a sua experiência de vida transborda e transcende os curtos episódios que relata.

“I know God enjoys hearing my take on how best we should all proceed, as I’m always full of useful advice. I’m sure God says either, “Oh, I so love Annie’s selfless and evolved thoughts,” or else “Jeez. What a head case.”

Um pequeno livro que nos encoraja a pensar sobre o que realmente importa nesta vida. Sobre os nossos valores. Sobre as dificuldades que todos nós enfrentamos. Sobre quem realmente faz a diferença na nossa vida.

“What saved me was that I found gentle, loyal and hilarious companions, which is at the heart of meaning: maybe we don’t find a lot of answers to life’s tougher questions, but if we find a few true friends, that’s even better. They help you see who you truly are, which is not always the loveliest possible version of yourself, but then comes the greatest miracle of all—they still love you. They keep you company as perhaps you become less of a whiny baby, if you accept their help.”

‘Stitches’ é um guia que nos relembra, com subtileza, porque somos como somos, e porque estamos onde estamos. Ao ler as histórias de Lamott dei comigo imersa nos meandros de todas as decisões importantes, e na única perspectiva que realmente interessa, a minha.

“While it is hard to fathom who we are and how we are to live when public chaos shatters our routine, the slow-motion pain of each private death and cataclysm we endure is harder. Each slams us off our feet, yet we have agreed to pretend to be fine again at some point, ideally as soon as possible, so as not to seem self-indulgent or embarrass anybody. Then people can get on with their lives.”

Uma autora especialista em Esperança, que não receia mostrar o seu lado menos socialmente polido, nem as suas opiniões menos politicamente correctas. Alguém que tem tudo para nos proporcionar umas lágrimas a par de umas boas gargalhadas.

“It is most comfortable to be invisible, to observe life from a distance, at one with our own intoxicating superior thoughts. But comfort and isolation are not where the surprises are. They are not where hope is.”

Excelentíssimas Editoras, para quando umas publicações, em Português de Portugal, das obras desta autora?

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Prosperar cópia

 

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