Prefiro o meu peixe sem espinhas

prefiro o meu peixe sem espinhasAs pessoas querem comer o peixe sem espinhas. Verdade?

Ou seja, quando procuramos alguma coisa que acreditamos que nos faz falta (por exemplo: temos fome), preferimos comprar o produto final (o peixe escalado), ao invés da explicação de como fazer (a receita).

Sim. Quando tenho fome, e pago para comer peixe, prefiro que venha arranjado. Se estou a pagar, prefiro não ter trabalho… Ou, então, opto por comer carne. Quando como peixe em casa, não tenho qualquer problema em tirar as espinhas… não que tenha outra opção.

Mas, diz que é assim que as pessoas funcionam. Quando optam por adquirir algo, preferem que venha na sua forma de produto final. E, isto deixou-me a pensar sobre a forma como as pessoas que procuram ser escritores consomem os produtos que existem no mercado.

Claro que, isto não inclui puzzles, e coisas do género, cujo desfrutar está no prazer de construir e não apenas no usar e deitar fora… Podemos comprar uma maçã, uma tarte de maçã, um kit para cozinhar um bolo de maçã, ou uma experiência em que nos ensinam a cozinhar um leite creme de maçã. Cada um destes produtos é diferente, em si mesmo, e na satisfação que nos proporciona.

Mas, se me disserem: “Abre um documento word. Começa por escrever uma palavra. Qualquer uma. Depois mais duas. Uma frase. Continua até teres uma página, quinhentas, vinte mil.” Ou, “Toma um plano, agora segue-o religiosamente. Não saltes nenhuma parte, não adiciones mais pormenores. Segue-o tal como está.” Ou, “Ensinamos-te a escrever literatura.”

Isto não é peixe sem espinhas. É desconstrução do processo até à ínfima parte em que deixa de ter qualquer significado emocional. E, outras coisas que se vêem por aí, são exageros ou puras mentiras.

Ninguém nos ensina nada que não estejamos predispostos a aprender por nós próprios e sem recurso a artifícios.

Desta forma adulterada, acredito que não se escreve nada. Pelo menos, comigo não funciona. E, acreditem que tentei. Afinal, quando se continua à procura da formula que facilite o processo, e da pedra que encalhou o mecanismo, estou disposta a tentar muita coisa… Mais não seja, para confirmar que não funciona.

Aos que me lêem com regularidade, acho que já repararam que não sei entregar o peixe sem espinhas. De certa forma, acredito que não existe peixe sem espinhas (o tamboril não é para aqui chamado!). Afinal, passo a vida a arranjar o meu próprio peixe. E, acreditem, se houvesse uma fórmula milagrosa não faltariam “ofertas” interessantes sobre o produto. Afinal, quem não quer o máximo de resultados de sucesso com o mínimo de esforço?!

Posso, sim, partilhar convosco coisas que vos podem ajudar a arranjar o próprio peixe… ou seja, a procurar os meios e as ferramentas úteis à vossa prática criativa. É aquilo em que tenho trabalhado para mim e para vós.

INFORMAR, AJUDAR e INSPIRAR.

A prática criativa depende de vós.

A inspiração encontra-se nos melhores lugares… e, nas coisas mais simples. Temos vontade de sonhar quando sentimos o sol no rosto e o cheiro a maresia no ar. Desejamos escrever, pintar, esculpir, criar, quando ouvimos os pássaros a chilrear ou as crianças a brincar.

Sonho tornado realidade?! Aceitar a magia , treinar os sentidos, praticar as nossas artes e SER ABSOLUTAMENTE FELIZES enquanto o fazemos.

Como fazemos isto? Requer prática.

Entretanto, posso ajudar? No que trabalhas neste momento? O que queres criar? Qual a Arte que experimentarias se tivesses tempo e dinheiro para isso?

Contem-me tudo na caixinha dos comentários ou para o e-mail sara.farinha@sarafarinha.com

 

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