Foco no Trabalho que é Importante

 

foco no importante

Em todo o lado somos confrontados com a ideia de que há milhares de coisas a competir pela nossa atenção.

Haverá ocorrência mais verdadeira do que esta?!

Sim, somos nós que nos habituamos a dividir a nossa atenção por mais do que uma actividade ao mesmo tempo e, nos casos mais extremos, acabamos surpreendidos porque, quando estamos a fazer apenas uma coisa, sentimo-nos desocupados…

Trago o meu presente exemplo de ouvir isto aqui… enquanto escrevo estas palavras.

E, o pior acontece quando nos permitimos recompensas (algumas sob a inevitável forma de libertação de substâncias no nosso cérebro) ao acumular funções.

É como se fôssemos invencíveis. Somos os maiores! Conseguimos fazer tudo!

yes to the stress

Até ao dia em que se torna demasiado… e, na minha experiência, este dia sempre chega.

Nesta nossa realidade, abraçar mais do que conseguimos conter, faz-nos isto! Ficamos viciados em desassossego.

Durante muito tempo que tenho procurado equilibrar tudo o que “puxei para o meu prato”. Sou uma espécie de equilibrista descoordenada por natureza… ou viciada em atenção dividida. Comigo, até meditar se transforma em meditar e fazer mais qualquer coisa em simultâneo.

Sei que isto não é bom, mas é o que é. E, também sei que, por vezes, preciso de mais isolamento do mundo que me rodeia e, por isso, uso estratégias de sobrecarregar os sentidos com mais do que uma actividade, para poder desligar do que se passa ao meu redor.

Por exemplo, a música serve-me de abafador dos ruídos do mundo… ou os audiobooks são a companhia da mente, quando o corpo está ocupado numa qualquer actividade menos desafiante.

Ao mesmo tempo, tenho plena consciência de que este saturar de actividades constante não me faz lá muito bem.

multitasking

Primeiro porque corro sérios riscos de prejudicar os resultados de dada actividade e, segundo, porque contribuo para o cansaço extremo que por vezes me assiste.

Mas, e neste ponto, lanço outra idiossincrasia minha, conheço-me o suficiente para saber que tenho uma mente obsessiva. Sofro do problema de ruminar demasiado nas coisas em que penso pelo que, a atenção dividida, ajuda a aliviar este síndroma.

Se posso escrever e ouvir música, ao mesmo tempo, deixo pouco espaço para ruminar noutros temas. E, isto é bom.

Nada tem 100% de coisas más… ou boas, pelo que aprendi a desviar o foco da minha atenção como forma de abstracção. Vantagens, vantagens…

Agora, o que acontece quando peço para me focar na actividade em mãos? O que acontece quando coloco à minha disposição uma panóplia vasta de trabalhos em progresso?

Assoberbo-me de actividades, incapaz de escolher aquelas em que me devo concentrar. Toldada pela impossibilidade de escolha, e de compromisso, com aqueles projectos que considero os mais importantes.

Aliás, os mais importantes tendem a ser arrumados na gaveta por convicção que a quantidade, e a qualidade, do tempo de que disponho é escassa… como se isto fizesse algum sentido lógico!

Quando padeço de atenção dispersa, os ritmos de trabalho abrandam. E, alguns dos projectos cessam de se mover de todo. Nisto, a inércia não ajuda durante muito tempo.

Neste momento, encontro-me a padecer do acto de efectuar uma reorganização do meu tempo. Assim, ando a magicar estratégias para fazer frente aos tempos apressados que se manifestam e avizinham. Assim, optei por:

compass

Decidir em que me Foco

Pondero agora como me focar nos projectos mais importantes. O que agarro com as duas mãos? E, o que deixo arrumado na prateleira para um momento posterior?

Transpondo para outras palavras: com que projectos me comprometo? A que projectos me entrego de alma e coração? E, o que deixo para encaixar no meu horário num momento posterior?

Listar os Projectos e as Acções de cada um

Que actividades/projectos tenho em andamento que requerem a minha atenção? Saber que actividades são estas, e que tipo de input necessitam da minha parte, é essencial para decidir.

Escolher as minhas batalhas

Das actividades/projectos que tenho em andamento, quais se encaixam no meu horário? E, quais desejo fazer?

Não apenas escolher as que seria lógico perseguir mas, abraçar aquelas que me dão mais prazer para que as desistências não aconteçam.

Rotinas e encaixes

Procurar testar, e encontrar, novas rotinas que enquadrem estes projectos escolhidos. Ponderar onde posso optimizar recursos, como essa economia se enquadra na minha vivência diária e como isso alimenta os meus objectivos e sonhos.

A princípio é difícil mas, ao fim de uns tempos, as rotinas ajudam a manter o progresso nos projectos em que escolho focar-me.

Compromissos declarados

Descobri um vídeo muito interessante sobre isto, vejam-no aqui…

Fazer o que for preciso para assegurar que, os projectos que decidi manter, se consubstanciam. Assegurar que coloco as horas que tenho disponíveis na sua prossecução. Assegurar que, posso testar formas de cumprir os meus objectivos, mas que não desisto dos meus projectos.

Comprometer-me sem qualquer margem para dúvidas com os projectos de decidi consubstanciar. Comprometer-me e responsabilizar-me pelos meus compromissos.

Estabelecer e Cumprir Prazos

Alinhavar os prazos em que cada actividade deverá ser cumprida. Para mim, este é o meu ítem mais difícil de cumprir.

Há por aí uma série de estratégias de gestão de tempo, plataformas que nos ajudam a acompanhar os progressos, processos para definir e manter prazos…

No final, devemos respeito à responsabilidade assumida para com um projecto e manter-nos focados para a concretização de um objectivo, para que a motivação se mantenha em alta.

E, acima de tudo, estipular tempo para dormir e divertir-me

Não me deixar enredar pela minha forma de me entregar, sem criar umas barreiras saudáveis, que me protejam do desgaste.

Isto é o mais difícil e importante: Limites e Barreiras Saudáveis.

relax

Em todo o lado somos confrontados com a ideia de que há milhares de coisas prontas a absorver toda a nossa atenção.

Cabe-nos a nós decidir o que merece ser o foco da nossa atenção, que trabalho queremos produzir e deixar escrito, e o que deve ser arrumado para lá de qualquer tentação.

Cabe-nos a nós decidir o que é importante e merece o assumir do compromisso… por escolha própria… sem empurrões externos…

E por aí? Que trabalho é importante o suficiente para centrares nele o teu foco?

Obrigada e Até Breve!

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