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	Comentários em: Publicar é possível	</title>
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	<description>Escrita, Criatividade e a Vida de Escritor</description>
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		<title>
		Por: sarafarinha		</title>
		<link>https://blog.sarafarinha.com/2022/10/13/publicar-e-possivel/#comment-60526</link>

		<dc:creator><![CDATA[sarafarinha]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Oct 2022 17:40:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://blog.sarafarinha.com/2022/10/13/publicar-e-possivel/#comment-60518&quot;&gt;Mafalda Carmona&lt;/a&gt;.

Olá, Mafalda. Obrigada pela correcção e pelo comentário :-)
Até breve!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://blog.sarafarinha.com/2022/10/13/publicar-e-possivel/#comment-60518">Mafalda Carmona</a>.</p>
<p>Olá, Mafalda. Obrigada pela correcção e pelo comentário 🙂<br />
Até breve!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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		<title>
		Por: Mafalda Carmona		</title>
		<link>https://blog.sarafarinha.com/2022/10/13/publicar-e-possivel/#comment-60518</link>

		<dc:creator><![CDATA[Mafalda Carmona]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Oct 2022 13:18:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://blog.sarafarinha.com/2022/10/13/publicar-e-possivel/#comment-60515&quot;&gt;sarafarinha&lt;/a&gt;.

Olá Sara! Gostei muito de ler a resposta e como sempre o novo post, este sobre a criatividade. É muito estimulante esta troca de ideias, este diálogo em que descobrimos coisas. Tenho de fazer uma correção ao meu comentário anterior pois nas referências que fiz, embora tenha indicado correctamemte o site da Anabela Mota Ribeiro, quando mencionado o nome fi-lo incorrectamente e escrevi Tavares. Fica aqui a correção.
Bom domingo e até breve!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://blog.sarafarinha.com/2022/10/13/publicar-e-possivel/#comment-60515">sarafarinha</a>.</p>
<p>Olá Sara! Gostei muito de ler a resposta e como sempre o novo post, este sobre a criatividade. É muito estimulante esta troca de ideias, este diálogo em que descobrimos coisas. Tenho de fazer uma correção ao meu comentário anterior pois nas referências que fiz, embora tenha indicado correctamemte o site da Anabela Mota Ribeiro, quando mencionado o nome fi-lo incorrectamente e escrevi Tavares. Fica aqui a correção.<br />
Bom domingo e até breve!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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		<title>
		Por: sarafarinha		</title>
		<link>https://blog.sarafarinha.com/2022/10/13/publicar-e-possivel/#comment-60515</link>

		<dc:creator><![CDATA[sarafarinha]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Oct 2022 17:23:12 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.sarafarinha.com/?p=12269#comment-60515</guid>

					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://blog.sarafarinha.com/2022/10/13/publicar-e-possivel/#comment-60514&quot;&gt;Mafalda Carmona&lt;/a&gt;.

Olá, Mafalda. Pois, como dizia, não tinha qualquer noção como funcionam as coisas em Arquitectura. Compreendo bem esta parte da cópia branca... vou espreitar o artigo completo, e agradeço a referência.

Quanto aos números, os blogues enganam. Temos seguidores, mas nem todos lêem, ou comentam. E, temos muitas visitas de uma passagem apenas. Lêem o artigo que interessa, frequentemente da categoria &#039;Recursos do Escritor&#039; e seguem para outras paragens. 

Também recebemos mensagens por email e, são estas, que mais me incentivam a continuar, porque as pessoas encontram algum valor no que escrevo aqui.

Mais uma vez, agradeço os teus comentários (e referências) :-)

Até breve!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://blog.sarafarinha.com/2022/10/13/publicar-e-possivel/#comment-60514">Mafalda Carmona</a>.</p>
<p>Olá, Mafalda. Pois, como dizia, não tinha qualquer noção como funcionam as coisas em Arquitectura. Compreendo bem esta parte da cópia branca&#8230; vou espreitar o artigo completo, e agradeço a referência.</p>
<p>Quanto aos números, os blogues enganam. Temos seguidores, mas nem todos lêem, ou comentam. E, temos muitas visitas de uma passagem apenas. Lêem o artigo que interessa, frequentemente da categoria &#8216;Recursos do Escritor&#8217; e seguem para outras paragens. </p>
<p>Também recebemos mensagens por email e, são estas, que mais me incentivam a continuar, porque as pessoas encontram algum valor no que escrevo aqui.</p>
<p>Mais uma vez, agradeço os teus comentários (e referências) 🙂</p>
<p>Até breve!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Mafalda Carmona		</title>
		<link>https://blog.sarafarinha.com/2022/10/13/publicar-e-possivel/#comment-60514</link>

		<dc:creator><![CDATA[Mafalda Carmona]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Oct 2022 14:23:45 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.sarafarinha.com/?p=12269#comment-60514</guid>

					<description><![CDATA[Olá Sara, na arquitetura há uma linha muito tênue entre aquilo que é plágio, inspiração e sistemas normativos que se repetem por contingências de regulamentos. É uma área complexa onde em alguma altura todos sentem que estão a fazer alguma destas 3 coisas. Na prática comum da arquitetura, a Ordem é 3a parte que intervém sendo as outras 2 o autor individual ou coletivo e o promotor ou cliente, entidade pública ou privada. Mas nos concursos, que é por onde a maioria começa, nem sempre os concorrentes cumprem o requisito onde diz que a obra deve ser original, ou &quot;reciclam&quot; e voltam a submeter propostas já apresentadas noutros concursos onde não foram selecionadas (não se entende mas acontece), além da possibilidade referida de para o mesmo problema apresentado, que na arquitectura é o que se pretende resolver, haver soluções iguais que ocorram a diferentes autores, e ainda por outro lado o júri tem de ter conhecimento de que existe uma obra igual prévia. E o mundo é muito vasto, além do que é visível e construído fisicamente existem todas as propostas que nunca saíram da fase de estudo ou de avaliação. Mas ainda assim concordo com o que dizes, é preciso ter cuidado com o que se divulga, a quem e como. Apesar disso transcrevo para aqui uma pequeníssima parte da entrevista que da Anabela Mota Ferreira a Álvaro Siza Vieira (o texto completo está no site da autora e entrevistadora anabelamotaribeiro.pt )
&quot; No meu tempo, começava-se a conhecer mais(...) a alargar. A certa altura já não estamos a copiar isto ou aquilo; temos tanta informação que ela já faz parte de nós.&quot;(...) Uma vez o arquitecto Távora falou-me de um desenho do paladium em que aparece a mão. &quot; Você copiou isto?&quot;. &quot; Não, nem conhecia o desenho&quot;.
E é isto mesmo a chamada cópia branca, por falta de conhecimento ou porque a solução que se apresenta é não vai além do óbvio, e o autor nem se apercebe, não foi o propósito mas aconteceu.
Obrigada pela resposta e pela troca de ideias. Frequentemente quando passo nos blogs que tem como este, muitos seguidores, pergunto porque os comentários e participação não acompanha esse número.
Bom fim de semana, até breve.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Sara, na arquitetura há uma linha muito tênue entre aquilo que é plágio, inspiração e sistemas normativos que se repetem por contingências de regulamentos. É uma área complexa onde em alguma altura todos sentem que estão a fazer alguma destas 3 coisas. Na prática comum da arquitetura, a Ordem é 3a parte que intervém sendo as outras 2 o autor individual ou coletivo e o promotor ou cliente, entidade pública ou privada. Mas nos concursos, que é por onde a maioria começa, nem sempre os concorrentes cumprem o requisito onde diz que a obra deve ser original, ou &#8220;reciclam&#8221; e voltam a submeter propostas já apresentadas noutros concursos onde não foram selecionadas (não se entende mas acontece), além da possibilidade referida de para o mesmo problema apresentado, que na arquitectura é o que se pretende resolver, haver soluções iguais que ocorram a diferentes autores, e ainda por outro lado o júri tem de ter conhecimento de que existe uma obra igual prévia. E o mundo é muito vasto, além do que é visível e construído fisicamente existem todas as propostas que nunca saíram da fase de estudo ou de avaliação. Mas ainda assim concordo com o que dizes, é preciso ter cuidado com o que se divulga, a quem e como. Apesar disso transcrevo para aqui uma pequeníssima parte da entrevista que da Anabela Mota Ferreira a Álvaro Siza Vieira (o texto completo está no site da autora e entrevistadora anabelamotaribeiro.pt )<br />
&#8221; No meu tempo, começava-se a conhecer mais(&#8230;) a alargar. A certa altura já não estamos a copiar isto ou aquilo; temos tanta informação que ela já faz parte de nós.&#8221;(&#8230;) Uma vez o arquitecto Távora falou-me de um desenho do paladium em que aparece a mão. &#8221; Você copiou isto?&#8221;. &#8221; Não, nem conhecia o desenho&#8221;.<br />
E é isto mesmo a chamada cópia branca, por falta de conhecimento ou porque a solução que se apresenta é não vai além do óbvio, e o autor nem se apercebe, não foi o propósito mas aconteceu.<br />
Obrigada pela resposta e pela troca de ideias. Frequentemente quando passo nos blogs que tem como este, muitos seguidores, pergunto porque os comentários e participação não acompanha esse número.<br />
Bom fim de semana, até breve.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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		<title>
		Por: sarafarinha		</title>
		<link>https://blog.sarafarinha.com/2022/10/13/publicar-e-possivel/#comment-60512</link>

		<dc:creator><![CDATA[sarafarinha]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Oct 2022 08:53:40 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.sarafarinha.com/?p=12269#comment-60512</guid>

					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://blog.sarafarinha.com/2022/10/13/publicar-e-possivel/#comment-60503&quot;&gt;Mafalda Carmona&lt;/a&gt;.

Olá, Mafalda! Obrigada pelo comentário e pelo exemplo. 

É verdade que estas situações existem e, no meio artístico, até se considera &quot;roubar&quot; uma forma de aprender e desenvolver a nossa própria prática criativa. Em alguns casos, entendo que nos sintamos lisonjeados com um &quot;roubo&quot;. Já me aconteceu, com um ebook pirateado do meu livro. Significou que alguém teve o trabalho de agarrar no original e disponibilizar aquilo que escrevi por esse mundo fora... o que não quer dizer que tenha sido lido, na mesma :-D ). 
Mas, o plágio é, de facto, uma situação grave e devemos colocar sempre o nosso nome naquilo que fazemos, e/ou registar a nossa obra, com todas as implicações legais do que esse acto significa. 

No caso destas plataformas de auto-publicação, não corremos riscos, se todas funcionarem como o Smashwords (a minha experiência foi com esta), um dos serviços é requerer um ISBN, e a obra fica registada em nosso nome, e podemos colocar um valor de venda, mesmo que seja 0,00 €. 

Sim, a SPA (Sociedade Portuguesa de Autores) é um bom recurso para obter informações mais pormenorizadas e funcionam mesmo como uma associação com meios accionáveis para a defesa dos direitos de autor, se for caso disso. No caso da Arquitectura, desconheço o panorama mas, não é suposto a Ordem ter mecanismos de protecção dos seus membros?

Confesso que, no meio literário, ou melhor dizendo, nas pessoas que sonham em vir a ser autores publicados, vejo muita preocupação desmedida com plágio, ou medo de plágio, ou antecipação de roubo de direitos de autor, quando a realidade prática do nosso dia-a-dia costuma ser: temos muito para aprender nesta arte, não teremos grande coisa para roubar. 
Para mim, não faz muito sentido, procurar &quot;guerras&quot; antes de tempo, e agir com medo e desconfiança. Mesmo que uma ideia seja copiada (e há tantas formas disto acontecer, incluindo duas pessoas no mundo terem exactamente a mesma ideia), é o nosso cunho pessoal, a nossa voz literária particular, que faz da obra nossa. Algo do género de: &quot;Eu&quot; sou &quot;Eu&quot;, e ninguém poderá ser &quot;Eu&quot;. E, se a cópia for exacta ou bem aproximada, supondo que sabemos que esse roubo aconteceu, porque o mundo é tão grande que nem sempre sabemos que aconteceu!, a nossa defesa é o conhecimento que temos do assunto, das provas materiais (como emails trocados, se for alguém da rede de contactos próxima) com que ficamos da partilha da obra, por exemplo, e o registo que fomos sábios em fazer.

Acredito, contudo, que é necessário sabermos os nossos direitos (o que nos seria devido quando vendemos um texto), conhecermos as nossas obrigações (o que nos protege legalmente) e pensarmos bem antes de publicarmos algo (minimizar as possibilidades se não confiamos no intermediário). 
E, acredito que, quando pensamos em auto-publicar, devemos ter uma consciência ainda maior dos direitos e deveres que nos assistem, como a necessidade de registar a nossa obra. Mas, mesmo na publicação tradicional, devemos saber coisas como, por quanto tempo uma editora retém os direitos à nossa obra, por exemplo, ou se os detém para todos os formatos da obra, para minimizarmos outros tipos de restrições.

Os mecanismos literários, como nas outras invenções, passam pelos registos legais daquilo que criamos. Colocar o nosso nome numa obra, reclama-a como nossa, e o mecanismo legal é o pedido (atribuição) de um ISBN, que é único e irrepetível para cada um dos nossos textos. 

Não sei se consegui passar as ideias de forma clara, este assunto é sempre algo complexo, mas espero que sim :-) e estou sempre ao dispor para falar sobre estas coisas. É importante procurarmos saber sobre aquilo que temos dúvidas, e todos nós temos estas dúvidas, e acabamos por nos sentir um pouco desprotegidos...

Mais uma vez, agradeço o teu comentário e espero voltar a ler outros ;-)

Até breve!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://blog.sarafarinha.com/2022/10/13/publicar-e-possivel/#comment-60503">Mafalda Carmona</a>.</p>
<p>Olá, Mafalda! Obrigada pelo comentário e pelo exemplo. </p>
<p>É verdade que estas situações existem e, no meio artístico, até se considera &#8220;roubar&#8221; uma forma de aprender e desenvolver a nossa própria prática criativa. Em alguns casos, entendo que nos sintamos lisonjeados com um &#8220;roubo&#8221;. Já me aconteceu, com um ebook pirateado do meu livro. Significou que alguém teve o trabalho de agarrar no original e disponibilizar aquilo que escrevi por esse mundo fora&#8230; o que não quer dizer que tenha sido lido, na mesma 😀 ).<br />
Mas, o plágio é, de facto, uma situação grave e devemos colocar sempre o nosso nome naquilo que fazemos, e/ou registar a nossa obra, com todas as implicações legais do que esse acto significa. </p>
<p>No caso destas plataformas de auto-publicação, não corremos riscos, se todas funcionarem como o Smashwords (a minha experiência foi com esta), um dos serviços é requerer um ISBN, e a obra fica registada em nosso nome, e podemos colocar um valor de venda, mesmo que seja 0,00 €. </p>
<p>Sim, a SPA (Sociedade Portuguesa de Autores) é um bom recurso para obter informações mais pormenorizadas e funcionam mesmo como uma associação com meios accionáveis para a defesa dos direitos de autor, se for caso disso. No caso da Arquitectura, desconheço o panorama mas, não é suposto a Ordem ter mecanismos de protecção dos seus membros?</p>
<p>Confesso que, no meio literário, ou melhor dizendo, nas pessoas que sonham em vir a ser autores publicados, vejo muita preocupação desmedida com plágio, ou medo de plágio, ou antecipação de roubo de direitos de autor, quando a realidade prática do nosso dia-a-dia costuma ser: temos muito para aprender nesta arte, não teremos grande coisa para roubar.<br />
Para mim, não faz muito sentido, procurar &#8220;guerras&#8221; antes de tempo, e agir com medo e desconfiança. Mesmo que uma ideia seja copiada (e há tantas formas disto acontecer, incluindo duas pessoas no mundo terem exactamente a mesma ideia), é o nosso cunho pessoal, a nossa voz literária particular, que faz da obra nossa. Algo do género de: &#8220;Eu&#8221; sou &#8220;Eu&#8221;, e ninguém poderá ser &#8220;Eu&#8221;. E, se a cópia for exacta ou bem aproximada, supondo que sabemos que esse roubo aconteceu, porque o mundo é tão grande que nem sempre sabemos que aconteceu!, a nossa defesa é o conhecimento que temos do assunto, das provas materiais (como emails trocados, se for alguém da rede de contactos próxima) com que ficamos da partilha da obra, por exemplo, e o registo que fomos sábios em fazer.</p>
<p>Acredito, contudo, que é necessário sabermos os nossos direitos (o que nos seria devido quando vendemos um texto), conhecermos as nossas obrigações (o que nos protege legalmente) e pensarmos bem antes de publicarmos algo (minimizar as possibilidades se não confiamos no intermediário).<br />
E, acredito que, quando pensamos em auto-publicar, devemos ter uma consciência ainda maior dos direitos e deveres que nos assistem, como a necessidade de registar a nossa obra. Mas, mesmo na publicação tradicional, devemos saber coisas como, por quanto tempo uma editora retém os direitos à nossa obra, por exemplo, ou se os detém para todos os formatos da obra, para minimizarmos outros tipos de restrições.</p>
<p>Os mecanismos literários, como nas outras invenções, passam pelos registos legais daquilo que criamos. Colocar o nosso nome numa obra, reclama-a como nossa, e o mecanismo legal é o pedido (atribuição) de um ISBN, que é único e irrepetível para cada um dos nossos textos. </p>
<p>Não sei se consegui passar as ideias de forma clara, este assunto é sempre algo complexo, mas espero que sim 🙂 e estou sempre ao dispor para falar sobre estas coisas. É importante procurarmos saber sobre aquilo que temos dúvidas, e todos nós temos estas dúvidas, e acabamos por nos sentir um pouco desprotegidos&#8230;</p>
<p>Mais uma vez, agradeço o teu comentário e espero voltar a ler outros 😉</p>
<p>Até breve!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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		<title>
		Por: Mafalda Carmona		</title>
		<link>https://blog.sarafarinha.com/2022/10/13/publicar-e-possivel/#comment-60503</link>

		<dc:creator><![CDATA[Mafalda Carmona]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Oct 2022 23:51:12 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.sarafarinha.com/?p=12269#comment-60503</guid>

					<description><![CDATA[Olá Sara, antes de mais muito obrigada pela partilha, como sempre, generosa. Tem toda a razão quando diz que a questão da publicação ou não tendo em conta os direitos de autor e a possiblidade de uma obra ser alvo de plágio é um factor a ter em consideração. Dou um exemplo numa área distinta da escrita, a minha, a arquitetura. Ao consultar o resultado de um concurso, verifiquei que uma das propostas vencedoras era idêntica, ou mesmo totalmente igual, a uma outra prévia no tempo de um outro autor arquiteto. Consegui encontrar o contacto e enviei um e-mail a informá-lo desta situação. A resposta veio e foi surpreendente: considerou um previlégio alguém ter plagiado a sua obra e obtido com ela um prémio, isso para ele significava que tinha qualidade. Estava actualmente num gabinete internacional com sede na China e aquele projecto tinha sido entre outros, o motivo da sua contratação. Disse que não se sentia lesado e que era muito comum este tipo de situação.
Fiquei a matutar nisto e de qualquer modo só torno públicas as propostas de arquitetura quando as submeto a alguma entidade em que futuramente possa fazer prova da data da entrega e/ ou da concepção. Não sei se existe algum mecanismo semelhante para os textos submetidos a apreciação ou quando publicados nalgumas das plataformas que refere. Mas acredito que para um autor que pretende a profissionalização será fundamental perceber como deve fazer para proteger os direitos de autor. Na sociedade portuguesa de autores tem alguma informação sobre o assunto em https://www.spautores.pt/faq-edicao-literaria/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Sara, antes de mais muito obrigada pela partilha, como sempre, generosa. Tem toda a razão quando diz que a questão da publicação ou não tendo em conta os direitos de autor e a possiblidade de uma obra ser alvo de plágio é um factor a ter em consideração. Dou um exemplo numa área distinta da escrita, a minha, a arquitetura. Ao consultar o resultado de um concurso, verifiquei que uma das propostas vencedoras era idêntica, ou mesmo totalmente igual, a uma outra prévia no tempo de um outro autor arquiteto. Consegui encontrar o contacto e enviei um e-mail a informá-lo desta situação. A resposta veio e foi surpreendente: considerou um previlégio alguém ter plagiado a sua obra e obtido com ela um prémio, isso para ele significava que tinha qualidade. Estava actualmente num gabinete internacional com sede na China e aquele projecto tinha sido entre outros, o motivo da sua contratação. Disse que não se sentia lesado e que era muito comum este tipo de situação.<br />
Fiquei a matutar nisto e de qualquer modo só torno públicas as propostas de arquitetura quando as submeto a alguma entidade em que futuramente possa fazer prova da data da entrega e/ ou da concepção. Não sei se existe algum mecanismo semelhante para os textos submetidos a apreciação ou quando publicados nalgumas das plataformas que refere. Mas acredito que para um autor que pretende a profissionalização será fundamental perceber como deve fazer para proteger os direitos de autor. Na sociedade portuguesa de autores tem alguma informação sobre o assunto em <a href="https://www.spautores.pt/faq-edicao-literaria/" rel="nofollow ugc">https://www.spautores.pt/faq-edicao-literaria/</a></p>
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