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	Comentários em: Fora com as Redes Sociais&#8230; ou, pelo menos, algumas delas!	</title>
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	<description>Escrita, Criatividade e a Vida de Escritor</description>
	<lastBuildDate>Fri, 24 Jan 2025 15:11:51 +0000</lastBuildDate>
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		Por: sarafarinha		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[sarafarinha]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jan 2025 15:11:51 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.sarafarinha.com/?p=14846#comment-71199</guid>

					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://blog.sarafarinha.com/2025/01/23/fora-com-as-redes-sociais-ou-pelo-menos-algumas-delas/#comment-71186&quot;&gt;Ana Maria da Fonseca Borralho Ribeiro&lt;/a&gt;.

Olá, Ana!

Primeiro, quero agradecer pelo teu comentário e por leres os meus artigos. Significa muito, para mim. 
Consigo ver as tuas ideações, e é bom saber que há outras pessoas por aí a notar certas coisas, nesta nossa forma de viver o dia-a-dia, e a procurar outras abordagens. 

Suponho que pessoas diferentes têm preocupações diferentes. E, costumamos odiar que nos chamem a atenção para temas mais complexos. Já reparaste que o argumento acaba sempre com uma afirmação do género: &quot;se não posso resolver, e se fica sempre igual, para quê preocupar-me?!&quot; Infelizmente, não consigo ter esta abordagem. Se puder fazer só uma coisa para &quot;ajudar&quot;, é melhor do que não fazer nada... ou afastar-me do processo de sentir que posso contribuir de forma positiva para o assunto. Como diz aquela frase (estou a parafrasear): só nos tiram o poder, quando nos convencem que não temos nenhum.

Esta semana, li um livro pequenito, mas que me está a &quot;agarrar&quot; de formas inesperadas, que argumenta sobre as mudanças que se verificaram na nossa sociedade actual, e como o desenvolvimento que temos sofrido nos conduziu a este tipo de relação social (e de poder) que temos no momento. Chama-se &quot;The Burnout Society&quot; por Byung Chul Han. Ele compara o que sabíamos sobre certos mecanismos de cognição humana, e como eles têm evoluído, comparando com o conhecimento de diferentes especialistas, ao longo das décadas em que se formularam. Fez sentido de uma forma inesperada. Estando interessada no tema (e ele não fala só sobre burnout), recomendo-te.

Obrigada, de novo, pelo comentário e espero ler-te em breve!

Até Breve!

Sara]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://blog.sarafarinha.com/2025/01/23/fora-com-as-redes-sociais-ou-pelo-menos-algumas-delas/#comment-71186">Ana Maria da Fonseca Borralho Ribeiro</a>.</p>
<p>Olá, Ana!</p>
<p>Primeiro, quero agradecer pelo teu comentário e por leres os meus artigos. Significa muito, para mim.<br />
Consigo ver as tuas ideações, e é bom saber que há outras pessoas por aí a notar certas coisas, nesta nossa forma de viver o dia-a-dia, e a procurar outras abordagens. </p>
<p>Suponho que pessoas diferentes têm preocupações diferentes. E, costumamos odiar que nos chamem a atenção para temas mais complexos. Já reparaste que o argumento acaba sempre com uma afirmação do género: &#8220;se não posso resolver, e se fica sempre igual, para quê preocupar-me?!&#8221; Infelizmente, não consigo ter esta abordagem. Se puder fazer só uma coisa para &#8220;ajudar&#8221;, é melhor do que não fazer nada&#8230; ou afastar-me do processo de sentir que posso contribuir de forma positiva para o assunto. Como diz aquela frase (estou a parafrasear): só nos tiram o poder, quando nos convencem que não temos nenhum.</p>
<p>Esta semana, li um livro pequenito, mas que me está a &#8220;agarrar&#8221; de formas inesperadas, que argumenta sobre as mudanças que se verificaram na nossa sociedade actual, e como o desenvolvimento que temos sofrido nos conduziu a este tipo de relação social (e de poder) que temos no momento. Chama-se &#8220;The Burnout Society&#8221; por Byung Chul Han. Ele compara o que sabíamos sobre certos mecanismos de cognição humana, e como eles têm evoluído, comparando com o conhecimento de diferentes especialistas, ao longo das décadas em que se formularam. Fez sentido de uma forma inesperada. Estando interessada no tema (e ele não fala só sobre burnout), recomendo-te.</p>
<p>Obrigada, de novo, pelo comentário e espero ler-te em breve!</p>
<p>Até Breve!</p>
<p>Sara</p>
]]></content:encoded>
		
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		<title>
		Por: Ana Maria da Fonseca Borralho Ribeiro		</title>
		<link>https://blog.sarafarinha.com/2025/01/23/fora-com-as-redes-sociais-ou-pelo-menos-algumas-delas/#comment-71186</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ana Maria da Fonseca Borralho Ribeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jan 2025 19:15:37 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.sarafarinha.com/?p=14846#comment-71186</guid>

					<description><![CDATA[Viva, Sara!

Sigo o teu blogue e leio as tuas publicações assim que me é possível, pois, por vezes, nem sempre me é possível fazê-lo de imediato.
Mas esta, pelo título sugestivo, captou logo a minha atenção e não pude deixar de a ler de imediato. 

Isto porque, nem a propósito, há bem pouco tempo, numa conversa com amigos (frente a frente, sem ecrã pelo meio, que bom) num  final de tarde, se falava precisamente sobre a transformação assustadora dos seres humanos, na sua eventual aniquilação, consequência de um desmesurado desrespeito pelo planeta azul, que cada vez mais, menos o é, e pelo próprio ser humano. 

(Isto agora, fez-me lembrar a aniquilação do Houellebecq)

Na verdade, iniciei este 2025 com uma sensação de aperto no peito. Sinto uma preocupação quase que angustiante em relação ao mundo que nos rodeia e à realidade tal como a conhecemos. Para alguns esta preocupação será uma coisa parva, de gente que não tem mais em que pensar e dá-lhe para pensar nisto. Que pensa demais, devia era pensar menos, que é o que se quer, porque para pensar já temos a inteligência artificial que é para isso que ela serve. Para nos substituir nessa coisa de pensar, e já agora no que mais houver para seremos substituídos. Para outros, esta será uma preocupação legítima, face à sequência de acontecimentos dos últimos meses e anos. 
Basta estarmos atentos a discursos, a atos, e a realidades (&quot;realidades&quot;) construídas por medida, estilo prêt-à-porter, via redes sociais, por ferramentas de IA, por quem não escrúpulos ou por quem não tem que fazer.  

Não foi assim há tanto em que era impensável alguém atender um telemóvel à hora de refeição, fosse em casa, fosse no restaurante, porque esses eram momentos de &quot;estar ali&quot;. Agora, é ver famílias de quatro, no restaurante, agarrados ao scroll, seja ele, up or down, olhos postos no gadget que têm à frente. Ou ver crianças de dois anos com um tablet à frente, assim que são colocados nas cadeiras. Ora, toma lá e cala-te. 
Eu sou do tempo (como dizias) em que entreter uma criança no restaurante se fazia com recurso a uns lápis e um pequeno bloco, ou um livro ou até, em que não era preciso entreter, porque os seus cérebros tinham ainda a capacidade de conseguirem estar &quot;desocupados&quot; sem que isso constituísse um problema (viva o mindfulness...).

A verdade é que, facilmente, somos levados a agir como o restante rebanho. Vamos atrás, sem disso nos apercebemos e não tarda nada estamos também nós a ser aquilo que reprovamos nos outros. O truque? Questionar. Questionar, sempre. E, após uma tomada de consciência, mudar o rumo, reajustar atitudes, (re)priorizar valores. E aí, porque não arriscar um pequeno brinquedo, em vez de um tablet com um cartoon viciante e vazio?

Enfim...

Deixo, então, a minha &quot;ideação&quot;.

Até breve!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Viva, Sara!</p>
<p>Sigo o teu blogue e leio as tuas publicações assim que me é possível, pois, por vezes, nem sempre me é possível fazê-lo de imediato.<br />
Mas esta, pelo título sugestivo, captou logo a minha atenção e não pude deixar de a ler de imediato. </p>
<p>Isto porque, nem a propósito, há bem pouco tempo, numa conversa com amigos (frente a frente, sem ecrã pelo meio, que bom) num  final de tarde, se falava precisamente sobre a transformação assustadora dos seres humanos, na sua eventual aniquilação, consequência de um desmesurado desrespeito pelo planeta azul, que cada vez mais, menos o é, e pelo próprio ser humano. </p>
<p>(Isto agora, fez-me lembrar a aniquilação do Houellebecq)</p>
<p>Na verdade, iniciei este 2025 com uma sensação de aperto no peito. Sinto uma preocupação quase que angustiante em relação ao mundo que nos rodeia e à realidade tal como a conhecemos. Para alguns esta preocupação será uma coisa parva, de gente que não tem mais em que pensar e dá-lhe para pensar nisto. Que pensa demais, devia era pensar menos, que é o que se quer, porque para pensar já temos a inteligência artificial que é para isso que ela serve. Para nos substituir nessa coisa de pensar, e já agora no que mais houver para seremos substituídos. Para outros, esta será uma preocupação legítima, face à sequência de acontecimentos dos últimos meses e anos.<br />
Basta estarmos atentos a discursos, a atos, e a realidades (&#8220;realidades&#8221;) construídas por medida, estilo prêt-à-porter, via redes sociais, por ferramentas de IA, por quem não escrúpulos ou por quem não tem que fazer.  </p>
<p>Não foi assim há tanto em que era impensável alguém atender um telemóvel à hora de refeição, fosse em casa, fosse no restaurante, porque esses eram momentos de &#8220;estar ali&#8221;. Agora, é ver famílias de quatro, no restaurante, agarrados ao scroll, seja ele, up or down, olhos postos no gadget que têm à frente. Ou ver crianças de dois anos com um tablet à frente, assim que são colocados nas cadeiras. Ora, toma lá e cala-te.<br />
Eu sou do tempo (como dizias) em que entreter uma criança no restaurante se fazia com recurso a uns lápis e um pequeno bloco, ou um livro ou até, em que não era preciso entreter, porque os seus cérebros tinham ainda a capacidade de conseguirem estar &#8220;desocupados&#8221; sem que isso constituísse um problema (viva o mindfulness&#8230;).</p>
<p>A verdade é que, facilmente, somos levados a agir como o restante rebanho. Vamos atrás, sem disso nos apercebemos e não tarda nada estamos também nós a ser aquilo que reprovamos nos outros. O truque? Questionar. Questionar, sempre. E, após uma tomada de consciência, mudar o rumo, reajustar atitudes, (re)priorizar valores. E aí, porque não arriscar um pequeno brinquedo, em vez de um tablet com um cartoon viciante e vazio?</p>
<p>Enfim&#8230;</p>
<p>Deixo, então, a minha &#8220;ideação&#8221;.</p>
<p>Até breve!</p>
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