Natureza pessoal e mundo natural

natureza e natural

Olá a todos. Sejam bem-vindos a esta [pausa de Domingo].

Sentem a ligação directa entre o estado do tempo e o vosso estado de espírito?

Dependendo do sítio onde nasceram e/ou onde vivem, costumam ter a sensação que se o sol espreita o dia apresenta-se melhor? Quando chove, sentem uma necessidade de se aninharem a ler um bom livro? Quando passeiam ao ar livre, preferem sol meio escondido atrás de umas nuvens fofas e branquinhas? Ou, quaisquer outras iterações de ligações entre o tempo lá fora e a forma como se sentem?

Há várias décadas que existem vários estudos científicos sobre estas relações entre as pessoas e a forma como o tempo, e a sua existência geográfica, as afecta.

Mas, haverá também uma ligação entre a existência das pessoas, a sua saúde, e o estado do mundo natural? O esforço a que submetemos o planeta terra afecta-nos como seres humanos?

A ligação do ser humano ao mundo natural, e não apenas ao estado do tempo, é algo que tem mudado tanto nas últimas décadas que é digno de ser considerado.

Pessoalmente, cresci a brincar na rua, nas ruas da cidade e no campo. Corri, joguei à bola, andei de bicicleta e fiz festas de chá a brincar na rua onde vivi. Trepei árvores, brinquei com paus, e pedras, e bolotas, e barro acabado de apanhar do chão.

Em simultâneo, tive acesso aos bonecos, a jogos, a computadores, e telefones, a livros, e aos inícios do que está acessível aos miúdos do momento presente.

Tudo isto já existia na minha infância, e foi crescendo durante a minha puberdade, e início de vida adulta. A televisão, que sempre adorei, transmitia a preto e branco… depois, a cores, dentro de enormes caixas com aspecto de madeira. O primeiro vídeo-gravador lá de casa, e o primeiro telefone de botões de premir… Vi muitos primeiros de objectos que são, agora, dignos de museu.

pássaro
Finalmente, apanhei um dos membros do casal que fez ninho ali ao lado… não sei o que é, mas canta muito e é lindo.

O avanço é impressionante. Em especial, se pensarmos que muitas destas inovações já, praticamente, desapareceram. Adeus, video-gravador, leitor de DVD, cassetes e CD’s!

Mas, com tantos avanços, tenho a sensação que nos desligámos desta vida mais natural, mais em contacto com a natureza, de uma forma irreparável.

Não estou a ser pessimista. Só não imagino a minha filha a fazer 90% das coisas que eu fazia quando criança. E, no entanto, ela já faz 90% de coisas que eu nunca fiz com a idade dela.

O que diz isto sobre a nossa natureza e o nosso lugar Nela?

Hoje, enquanto observava as margens de uma auto-estrada, algo que foi construído sobre terras que conheci na minha infância como quase desertas, mais uma vez constato que, este irromper de urbanização parece um corte deliberado entre a natureza e os homens.

Uma estrada a direito que representa um fosso entre o que se quer fora da via de circulação, — a natureza — e o que se quer para se poder viajar, de um lado para o outro, sem demorar três horas (três dias?) para lá chegar.

E, entretanto, todas as construções que foram sendo feitas e que se espalham pelos campo, mais ou menos, acessíveis e por caminhos, mais ou menos, inacessíveis.

Sim, precisamos de estradas, e casas, e carros… mas, sim, precisamos de natureza pura, não poluída-o-destruída, para sobreviver.

Sentem esta ligação com o mundo natural a desaparecer? Há momentos em que, é como se conseguisse senti-lo nos ossos.

Mas, isto faz-me lembrar a Nostalgia em Inside Out 2. Viram estes filmes? São espectaculares, divertidos e no ponto em muitas coisas.

Mesmo não sendo a pessoa mais adaptada à natureza, — claro que não sou! Tenho medo de insectos, e outros animais, e desconheço plantas e árvores que nos rodeiam, entre muitos outros desconhecimentos, — sinto necessidade de estar em contacto com ela de alguma forma.

Ainda não me recuperei do golpe de ter de me livrar de todas as plantas cá em casa, por causa de um berçário de mosquitos que ocupou a terra de todos os vasos. Foi necessário eliminá-las todas só para terminar a praga. E, no entanto, continuo a pensar em repor as pequenas plantitas cá em casa, mesmo se temendo a próxima infestação, que é sempre certa.

Esta necessidade, esta ligação directa entre os seres humanos e a natureza, entre os homens, e o universo onde vivem, e do qual dependem para viver, manifesta-se das formas mais estranhas.

Por vezes, temos a oportunidade de reconhecê-las e de procurar mudar partes das nossas vidas em concordância. Noutras, não chegamos a reconhecer o que nos aflige e prosseguimos a viver como entes separados desta natureza que nos gerou.

Ligar-nos à fonte natural para que a saúde melhore. É este o mote para hoje.

Onde está a natureza? Onde estamos nós? Fechem os olhos e sintam o sol no rosto, o vento nos cabelos, o chão por baixo dos pés. Nada mais.

Obrigada e Até Breve!

subscreve

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.