
Olá! Sê bem-vindo a esta [vida criativa].
Este artigo é sobre sensibilidades exacerbadas, e a necessidade de reconhecer temas, antes que estes se tornem TEMAS!!! e a tendência de um escritor em familiarizar-se com coisas que nunca experienciou, ou que experiencia todos os dias, mas que precisa de articular outros conhecimentos para além dos pessoais.
Na semana em que a escola começou, de facto, não as reuniões ou visitas ocasionais para tratar de formalidades mas, a verdadeira rotina que implica cumprir horários, deslocações e movimentos pendulares, aceitar desafios (recorrentes e não planeados mas, de certa forma, nunca inesperados) e entrar numa cadência de actividades que se sucedem, e sobre as quais não temos qualquer controlo sobre o assunto… acho que posso afirmar que é um momento delicado.
E, para aqueles pais que, como eu, vêem um rebento transitar de uma escola para outra é… particularmente, desafiante. E, nisto, não quero dramatizar, mesmo se cada célula do meu corpo me pede que o faça.
No momento presente, gostava imenso de descobrir aquilo que me ajuda a conviver com esta fase. Mas, sei que isto é algo que só a passagem do tempo agiliza.
Claro que, hoje, e nem a propósito, recebi um pequeno texto por email cujo título é ‘Sensibilidade Sensorial: Quando o Mundo Chega aos Sentidos com Intensidade Diferente’ pelo psicólogo João Lino Santos, que subscrevo no LinkedIn.
Este é um curto texto, muito simples mas que identifica padrões que reconheço bem.
- a intensidade com que cada pessoa reage a estímulos do exterior, e do seu interior, é diferente de pessoa para pessoa.
- ruído, luz, proximidade física, calor, um par de meias apertado… tudo incomoda em níveis diferentes de intensidade.
- “ser demasiado sensível” é um estigma, quando o processamento de estímulos leva a sobrecarga sensorial, que não é compreendida por outros.
- a associação entre sensibilidade sensorial e stress, fadiga, ansiedade e outras possíveis, é real.
- adaptar o ambiente em volta, ajustando ao que é necessário.
- há uma necessidade de auto-regulação.
- conhecer-nos, antecipar situações, reconhecer estímulos e desenvolver estratégias para lidar com as circunstâncias.
Mas, sugiro que leiam ‘Sensibilidade Sensorial: Quando o Mundo Chega aos Sentidos com Intensidade Diferente’ e/ou procurem saber mais sobre o assunto.
Afinal, o que faz de nós escritores?
Muitas coisas. E, uma delas, é desejar saber mais sobre os assuntos, que fazem as pessoas serem como são, e fazerem o que fazem, quando as circunstâncias não são as ideais.
Este é um tema que me interessa e que é, tematicamente, relevante para o decorrer desta semana.
Há umas semanas, cruzei-me com a cópia física do livro “Pessoas Altamente Sensíveis“, por Dr.ª Elaine N. Aron, cujo trabalho tenho seguido, de forma esporádica, ao longo dos anos.
Pu-lo na lista de livros a ler, e acabei de o re-localizar para cima da minha secretária. Deixo-o como sugestão de leitura (apesar de ainda não ter lido nada dele).
Espero que a vossa transição para Setembro esteja a ser boa… ou pelo menos, mais simpática do que a minha está a ser.
E, desejo-vos um bom início de ano escolar! (quando aplicável)
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Obrigada pela atenção e peço que deixes as tuas ideias e sugestões, nos comentários a este artigo. E, agradeço-te por isso. Também, todos os comentários são analisados, antes de serem tornados públicos, e tendo a responder ao fim de uns dias.
Agora, deixa-nos um “Olá” e/ou uma opinião construtiva.
Desejo-te uma semana criativa.
Obrigada e Até Breve!
