Aquilo que me fez aprender a escrever melhor

como aprender a escrever melhor

Levo alguns anos neste caminho de Escrita. Já falei sobre isso noutros artigos (como este e este) e sei que, quem segue este meu cantinho, está farto de ouvir falar nisto.

Tenho aprendido o que posso, como posso, dentro dos constrangimentos que tenho… sejam eles tempo, dinheiro e/ou disponibilidade mental. Tenho partilhado o que aprendo na esperança que sintam que não estão sozinhos nestes caminhos da escrita.

Sei que a maior parte das pessoas que comentam, ou enviam algum tipo de mensagem, querem aprender a escrever melhor (ficção, entenda-se). De preferência sem pagar nada por isso. Como vos entendo!

Posso falar-vos de muitas coisas que me ajudaram a escrever melhor. Posso mostrar-vos os livros que li, os contos que escrevi, os desafios que aceitei, e as notas que tirei.

Mas, acho que nunca partilhei convosco, de forma tão explícita, o que acredito MESMO me ter feito aprender a escrever melhor.

Aquilo que me fez aprender mais, que me fez compreender como se usam as regras, a prática que senti que mais me fez crescer como escritora foi…

Editar texto de outras pessoas. E, por sua vez, submeter os meus textos à edição de outros.

Mas, mesmo entre estas duas actividades, ler e corrigir/sugerir correcções foi a prática que mais me ensinou. Porquê?

Primeiro…

Porque vemos, em primeira mão, aquilo que não funciona num texto.

Se estamos a ler um texto que não foi escrito por nós, temos mais facilidade em localizar aquelas expressões, e aqueles blocos de texto, que vemos que não funcionam. Aprendemos a localizar essas coisas em textos alheios e, em simultâneo, aprendemos a fazê-lo nos nossos próprios textos. Reconhecemos os nossos padrões de escrita ao vermos os dos outros.

Porque, até esse momento, temos uma cegueira selectiva que não nos deixa afastar as nossas emoções e receios dos nossos próprios escritos. E, tudo parece melhor quando acreditamos que não estamos sozinhos.

Segundo…

Porque aprendemos a distanciar-nos do texto em si.

Sim, aquele texto foi escrito por outra pessoa e, se nós sugerimos melhorias nele, começamos a ver onde podemos melhorar nos nossos próprios textos. Vemos os erros, não como sendo de outros, (apesar disso aliviar os sentimentos pesados que carregamos… graças aos nossos críticos interiores) mas como oportunidades para ver os nossos. Se vejo algo que não gosto num texto, e acho que não funciona, fica marcado no meu cérebro como algo a não fazer nos meus escritos e não me faz sentir horrível por errar, mas útil por poder ajudar outros a minimizar essas coisas menos agradáveis de ler.

Não faz mal cometer erros ou escrever coisas que precisam de muita edição e correcção. Mal faz, não cometer esses erros. Porque, normalmente, significa que não estamos a escrever.

Terceiro…

Porque ao embarcar nestes exercícios damos oportunidade a que se forme uma rede de pessoas, genuinamente, interessadas em obter o bem comum.

Encontramos outros que estão no mesmo caminho que nós. Deixamos de nos sentir tão solitários e, encontramos aqueles que apreciam a arte pelo que ela é, e não pelo que nos pode trazer. Porque um escritor não desiste e não recua do trabalho. E, é isso que nos permite distinguir aqueles cujos sonhos se alinham com os nossos dos que desistem porque dá muito trabalho e nenhuma recompensa que se veja.

E, num mundo tão obcecado com o sucesso, e sem verdadeiras guias morais para comportamentos, encontrar as pessoas como nós, significa achar um tesouro verdadeiro.

Quarto…

Como todos os escritores (ou quase todos) interagir com outras pessoas torna-se num evento escasso.

Especialmente, pessoas que gostam das mesmas coisas que nós. Editar textos alheios, e ter os nossos textos editados por outros, significa interacção humana com pessoas que partilham, pelo menos, o nosso gosto pela literatura.

Abrem-se portas para networking e criam-se projectos muito interessantes que podem chegar até um futuro inconspícuo.

Tive essas experiências no passado, em projectos como o Fantasy & Co. e noutros menos públicos e, mesmo, privados. No presente, são actividades que ganharam outros contornos (como podem ver aqui em ‘Contrata-me‘). Não sei o que serão no futuro… acredito que, lá chegarei.

Para já, sugiro: encontrem a vossa tribo. Aqueles que vocês podem ajudar.

Não os que vos podem ajudar a vocês. Esses têm sempre milhões de outros a quem ajudar, e a quem pedem ajuda em troca.

Encontrem aqueles que, sem outras intenções ou motivos diferentes dos vossos, podem partilhar o vosso caminho nesta viagem literária. Garanto-vos que irão aprender mais assim.

Eu aprendi. E, Aprendo.

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