Pessoas como nós… Escrevem

Pessoas como nós escrevem

Escrever não é uma Arte que faça sentido. É, contudo, a melhor que temos.

Escrevemos para nos lembrarmos de pormenores. Escrevemos para aprendermos factos. Escrevemos porque nos ajuda a raciocinar. Escrevemos para imaginarmos coisas.

Todos nós escrevemos. Mas, há pessoas como nós, que estão conscientes que escrevem para viver.

Nem todos nós escrevemos porque gostamos. Nem todos escrevemos porque queremos. Nem todos escrevemos porque sabemos escrever e parece ser o próximo passo lógico.

Alguns de nós escrevem porque somos um tipo específico de indivíduos. Somos os que produzem Arte. Somos os que temos a escrita no sangue. Somos os que procuramos ideias maiores e melhores. Mesmo quando não parecemos andar à procura delas.

Os objectivos de cada uma das nossas escritas são diferentes. Escrevemos para desabafar o que nos vai na alma. Escrevemos para nos ajudar a conjugar ideias. Escrevemos em busca da próxima reviravolta criativa.

Todos nós escrevemos diferentes tipos de coisas.

Não há nada de errado em escrever listas de supermercado. Acredito que estas são indispensáveis à saúde mental de qualquer um. Poder ir às compras, e evitar o ataque de ansiedade eminente, por medo de esquecer alguma coisa indispensável. Ou, eliminar por completo a chapada na testa quando chegamos a casa e constatamos que, afinal, falta o Sal. Escrever listas de supermercado é uma actividade comum, e necessária, que a maioria das pessoas, que vivem como nós, executam quase todos os dias.

Também não há nada de esquisito na escrita escolar. Tiramos apontamentos nas aulas. Rabiscamos livros e cadernos. Usamos a escrita como meio de repetição para que o cérebro retenha a informação doutrinante. A maioria das pessoas como nós, estudaram ou/e estudam e, escrever é parte essencial dessa aprendizagem.

Ainda menos confusa é a necessidade de escrever para criar ideias novas. Serve-nos como método de entendimento, de nós próprios, e do que nos rodeia. É usado para compilarmos informação existente e gerarmos conjugações de ideias novas. Pessoas como nós têm ao dispor uma parafernália de blocos de apontamentos, físicos e digitais, que usam com regularidade.

Porque seria esquisito ser-se como nós? Porque nos preocupamos com isso sequer?

Pessoas como nós, escrevem.

Escrevem o que for, sobre o que surgir, ao micro-detalhe ou em amplo resumo. Pessoas como nós procuram coisas assim. Querem saber como fazer melhor. Qual a fórmula a usar. O que fazer com o que já sabemos funcionar. E, como resolver o que não resulta.

Pessoas como nós, procuram sempre qualquer coisa mais… polir uma frase, encontrar uma história, caracterizar uma personagem. Pessoas como nós, usam todos os meios ao seu dispôr para escreverem a melhor história possível. Aquela que é o melhor produto que conseguem gerar.

Pessoas como nós usam a escrita e chamam-lhe Arte porque procuram, sempre, mostrar a melhor ideia. Trazer a todos o que fizeram de único. Criar algo com que outros de identifiquem.

Porque desistiríamos de ser como somos? Não vamos encontrar sucessos nem falhanços. Vamos encontrar lições em coragem e preparação. Vamos encontrar ensinamentos e extrapolar. Vamos procurar ideias e novas formas de fazer.

Pessoas como nós não conseguem conceber não escrever. Não porque desejem isto ou aquilo, mas porque não sabem viver sem essa actividade. E, se isto não vos anima, não são pessoas como nós. O que não faz mal. Cada um é como é.

Mas, pessoas como nós, procuram escrever melhor. Usam os seus recursos para aprender. Gastam tempo à procura do pormenor. Querem saber e ajudar os outros a saber também. Querem aprender a fazer.

Pessoas como nós… vocês sabem quem são. Não queremos consensos. Queremos fazer Arte. Queremos Escrever.

E, estamos dispostos a aceitar tudo o que isso nos traz.

 

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