
Feliz Dia da Mãe!
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Em Portugal, no presente, celebra-se este dia no primeiro Domingo do mês de Maio, qualquer que seja o número do dia. Pelo mundo fora, e noutras religiões, há variedades de datas celebratórias.
A história do Dia da Mãe começou com o luto de Anna Jarvis, uma norte-americana, pela perda de sua mãe. Numa tentativa de apoiá-la, as colegas de Anna decidiram prestar homenagem à memória da sua mãe. Anna alargou a comemoração a todas as mães e procurou difundir a data, e torná-la num feriado nacional nos E.U.A., o que aconteceu mais tarde (1914).
No Brasil, a ideia de celebração chegou em 1918 e foi oficializada em 1932. Em 1947, a data passa a fazer parte do calendário oficial da igreja católica.
Em Portugal, na década de 50, a Mocidade Portuguesa Feminina decidiu instituir o dia da mãe, estipulando o 8 de Dezembro (Dia da Nossa Senhora da Conceição). Mais tarde, a data foi alterada para Maio, segundo consta, por motivos comerciais, e por Maio ser o mês de Maria, mãe de Jesus. Como não há nenhum feriado civil, passou-se a celebração para o primeiro Domingo do mês de Maio, algo que permanece até hoje.
Ao longo do tempo e das suas histórias:
As primeiras celebrações maternais ocorreram no Egipto, como parte da tradição faraónica. Os egípcios antigos tinham um festival anual em honra de Ísis, a representação da mãe e esposa ideal. Uma história meio macabra, em que Ísis por vingança, impregna-se com partes do seu irmão morto e dá à luz Hórus, que vinga a morte do pai e passa a ser o primeiro líder do Egipto, fazendo com que Ísis seja tida como a mãe de todos os faraós e símbolo da maternidade.
Na Grécia Antiga, a história é a de Rhea, a filha da Mãe Terra. Rhea era conhecida como a Mãe dos Deuses do Olimpo e representava a natureza e a fertilidade.
Na Antiga Roma, os pagãos celebravam festivais de primavera, honrando as suas deusas-mães. Celebravam a “Magna Mater”, a grande mãe, com festas demasiado vigorosas, que acabaram por ser banidas.
Os Indo-europeus também celebravam em honra da sua mãe-terra, Cybele.
Os Antigos Hindus tinham reverência a Durga, a deusa de poder maternal, fonte da vida e de toda a criação, e a manifestação pública ganhava a forma de um festival.
Entretanto, no mundo capitalista moderno, parece que decidimos tornar esta celebração em algo tão financeiramente orientado (consumista?) que só é ultrapassado pelos gastos de Natal.
Ser-se mãe… biologicamente, é um dos episódios mais brutais da vida. Emocionalmente, é um desafio diário pela busca de um equilíbrio algo esquivo. No grande esquema do mundo, é o trabalho mais importante de todos: proteger os que não podem cuidar de si, amar como sinal de respeito absoluto, educar para potenciarmos um mundo melhor.
E, tendo em conta a influência que temos, nos que vêm depois de nós, e no papel feminino nesta sociedade e ao longo da História, acho que precisamos ponderar sobre o que desejamos que o futuro seja, para que os nossos filhos tenham o guia certo para os desafios que lhes impomos.
Amar, ensinar, cuidar, proteger, ensinar a amar e a proteger, em especial, aqueles que, por um motivo ou outro, precisam da nossa protecção.
Porque os meninos-perdidos, que não desejam crescer, no seu egoísmo cruel e infantil, só são engraçados na Terra do Nunca.
Uma celebração ao amor, ao respeito, à atenção e à estima, é o que vos desejo.
Um Feliz Dia da Mãe.
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