Cultiva o teu jardim. Encontra o teu método. Cria a tua arte.

cultiva o teu jardim

Olá! Sê bem-vindo ao [Recursos do Escritor].

À procura do método que incentive a tua escrita? Ou à prática da tua arte escolhida? O que fazes por isso?

Esta sou eu, constantemente em busca do melhor método. Acho que, nunca nenhuma actividade ligada à criação literária me captou tanto a atenção como o processo que poderia levar à minha escrita.

Mas, como encontrar o meu próprio método de escrita? Encontrar ou criar?

Em “Cândido, ou o Optimismo”, Voltaire escreve: “Cultiva o teu próprio jardim.” Um aforismo que tem sido interpretado de várias formas. Para mim, significa cuidar do próprio domínio, encontrar os próprios gostos e métodos.

Porque, quando falamos no acto criativo há sempre uma mistura entre o que é um passatempo e a diferença para uma profissão.

Diz que, não podemos fazer dinheiro com um passatempo. Diz que, assim que isto acontece, ele transforma-se num trabalho. E que, a partir deste ponto, tudo é mais difícil de executar. As ideias esvaem-se, o gosto pelo acto de criar desaparece. O propósito solidifica-se no domínio da obrigação, ao invés da satisfação de criar.

Diz que, se formos à procura de um método que nos ajude a manter uma prática criativa, com a qual nos desencantámos, porque lhe havíamos atribuído expectativas sobre as quais não tínhamos como garantir a sua concretização, encontramos dezenas de métodos que funcionam para outros, e que podiam funcionar para nós, mas aos quais não conseguimos aderir, assim que passa o incentivo da novidade revelada. Muito menos, transformá-los em nossos a longo prazo.

Porque experimentar novas estratégias, métodos diferentes que nos parecem produtivos e interessantes, é um motivador potente. Mas, não é um milagre em formato diversão. Curiosidade satisfeita e a agradável experiência desvanece-se.

Sem prejuízo para a importância de experimentar métodos alheios, e quão divertido esse acto é, vamos acrescentando saberes diversos, sobre formas de fazer, e pensar, que são diferentes das que tínhamos. Algumas experiências com melhores resultados do que outras, claro.

Diz que, projectos diferentes significam métodos diferentes, e uma necessidade de adequar o processo, ou as partes do processo, ao tema do projecto em si. Portanto, cada projecto vai requerer uma versão do processo adequada à sua construção.

Não há falta de métodos de construção criativa que podemos adoptar. Mas, aquele que faz sentido para mim, não é o de outros.

Parece arrogante? Não é. Agradeço muito a todas as fontes que me ajudaram a ir em busca do meu método. E, não posso dizer que não me inspiraram, ou que não me ajudaram, a construir a ideia para o meu próprio método. Porque isto não seria correcto. Aprendo imenso com aquilo que outros articulam, no presente e no passado, sobre os diversos assuntos.

Desenvolvemos um gosto particular por aquelas coisas que nos deslumbram. E, devemos seguir a própria intuição sobre o que essas coisas podem ser, o que nos cativa, e que nos inspira a criar algo. E, este é o princípio de um método valioso. O meu método.

Encontrar o gosto por algo, a verdadeira vontade de desempenhar uma actividade, a actividade criativa da nossa escolha, e sentirmos que estamos a apreciar a acção, não o produto do que fazemos, mas o trabalho em si, é o melhor método de todos. Claro que, se fosse fácil, todos o fariam. E, não apreciar partes do processo não significa que devemos desistir. Pelo contrário. Se conseguirmos encontrar prazer naquilo que é difícil, chato ou cansativo, temos uma vantagem sobre o trabalho em si.

Talvez o problema do ‘melhor método’ resida na nossa constante vontade de obter resultados, sem ponderar o que significa, de facto, fazer o trabalho.

O quanto o trabalho criativo requer de nós e da nossa realidade pessoal. O nosso método pessoal, independente da aprendizagem da qual beneficiamos sempre, deve fundamentar-se em quem nós somos como pessoas, como criativos e como membros da sociedade em geral.

Como pessoas, porque a nossa vivência diária, saúde e meio económico têm um impacto fulcral na nossa criatividade. Como criativos, porque o acesso e a personalidade têm uma relação directa com a nossa arte. E, como membro da sociedade porque há sempre expectativas, obrigações e contribuições que precisamos fazer para a família e diferentes comunidades em que nos inserimos.

Desconfio que, o melhor método só depende do melhor profissional, escritor, artista criativo, que consigamos ser. E, nada mais.

Por isso, pergunto: Quem és tu como construtor criativo? Onde encontras inspiração? Quais são os teus processos? Em que acções te sentes motivado a fazer o trabalho? Reconheces o teu método a aparecer através do barulho externo?

Como cultivas o teu próprio jardim?

***

Obrigada pela atenção e peço que deixes as tuas ideias e sugestões, nos comentários a este artigo. E, agradeço-te por isso. Também, todos os comentários são analisados, antes de serem tornados públicos, e tendo a responder ao fim de uns dias.

Agora, deixa-nos um “Olá” e/ou uma opinião construtiva.

Desejo-te uma semana criativa.

Obrigada e Até Breve!

subscreve mensal

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.