5 Regras para escrever um Conto

Mais uns dias, mais algumas directrizes sobre a criação de um Conto. Este tema surgiu no âmbito do Desafio Literário ‘Short Story Writing Challenge 2012’, no qual me proponho a escrever 12 Contos, um por cada mês de 2012. E é um belo mote para este conjunto de artigos sobre a construção de um Conto.

Assim, aqui vos deixo os 5 pontos a considerar ao escrever um Conto.

Regras ou hábitos de escrita? Estas são 5 ‘regras’ que fazem sentido e que por isso reúnem consenso ao serem usadas na elaboração de um Conto.

  1. Usar poucos personagens e contar a história de um ponto de vista – Devido às limitações de formato dos Contos, não haverá espaço para mais do que uma ou duas personagens. É essencial que a caracterização destes seja feita de forma económica, mais ainda se não forem protagonistas da história. Ter apenas um ou dois protagonistas irá limitar a oportunidade de mudar de ponto de vista e, de incluir mais perspectivas.
  2. Limitar o tempo no qual decorre a acção – É impossível ser-se bem sucedido se tentarmos incluir um lapso temporal muito grande. Ao limitar o tempo no qual decorre a acção, podemos focar-nos nos eventos que são realmente determinantes para a narrativa.
  3. Ser selectivo – Todas as palavras utilizadas devem servir para construir as personagens ou para fazer a acção avançar. É preciso evitar palavras que não tenham objectivos concretos que sirvam a história.
  4. Seguir a estrutura convencional da história – Exposição, Conflito, Crise, Clímax e Resolução devem ser usadas como guia, apesar de podermos usar uma estrutura que não inclua todas estas fases. Podemos experimentar coisas novas mas, devemos manter o essencial como o Conflito e a Resolução (em media res) e, não esquecer que as primeiras linhas de texto assim como as últimas devem ser as mais fortes.
  5. Saber quando quebrar as regras – Se quebrar as regras significa contar uma história melhor então devemos fazê-lo. Claro que temos de pensar bem se isso traz valor acrescentado e reconhecer se falhar.

Conhecermos as regras do género literário que vamos usar, definir a estrutura dramática e colocar as perguntas correctas são os três princípios fundamentais da construção duma história.

O meu primeiro Conto está terminado, agora procuro inspiração para uma nova história. E o mês de Fevereiro que é tão curto…

Juntem-se a mim neste desafio de 12 meses/12 contos. Deixem os vossos pensamentos aqui, dêem ideias e, acompanhem este desafio post a post porque no fim aguarda-vos uma surpresa.

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Deixem aqui os vossos comentários ou enviem e-mail para: sara.g.farinha@gmail.com

9 comentários em “5 Regras para escrever um Conto”

  1. Muito interessante a idéia 12/12, haja imaginação, gostaria de saber se possível o enredo do seu primeiro conto, estou na metade de um, as cinco regras me ajudaram a perceber que estou no caminho certo! muito obrigado e aguardo notícias.

    1. Obrigada, Leandro. O enredo do meu primeiro conto é uma daquelas coisas que são prática e não para divulgar ou partilhar. São os exercícios que um escritor principiante deve fazer e esconder. Continua a praticar e eu, por aqui, esforço-me por fazer o mesmo.

    1. Olá, Khanisia. A pergunta não pode conter “deve”, porque não há uma só regra que se aplica a tudo. Quando falas em capítulos referes-te a cenas? Ou partes da história? Formalmente, não nos referimos a cenas por capítulos. Claro que podes sempre escolher dividir um conto em capítulos e colocar a regra de “não há uma só regras” a funcionar.

      Obrigada 🙂

  2. Boa tarde ,os contos sempre me atraíram,pois são histórias curtas ,e gosto muito dos que são baseados em histórias reais ,me ajuda ,devo inventar ou se tiver um bom conto real seria menos complicado

    1. Olá, Sara. Deves seguir o que gostas de escrever. Basear ficção em histórias reais consiste em aproveitar uma fonte de inspiração que existe de facto. Alerto, contudo, para a necessidade de manteres a ficção bem separada da não ficção, tendo cuidados extra com os nomes das personagens, os locais, e as histórias que podem indicar a quem a situação aconteceu de facto. É preciso cuidar para que as pessoas reais não se reconheçam na história ficcional, e as situações não coloquem o escritor em situações difíceis de gerir, no dia-a-dia normal.
      Obrigada pelo comentário e Boa sorte com os teus escritos!

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