Ter Sucesso nas Artes com uma ajuda de Paul Klein

Paul Klein

O que significa ter sucesso? O que somos, e aquilo que sentimos, alinham-se quando temos sucesso? Quanto estamos dispostos a mudar, abdicar e reconstruir de outras formas, quando almejamos ter sucesso?

E, o que pensamos sobre a forma do sucesso quando, o que desejamos, parece estar associado a uma actividade sobre a qual nos convencemos ser quase impossível ser-se bem sucedido?

Nestas perguntas todas que coloquei, e com as quais me identifiquei durante muito tempo, há algo que sobressai:

Associamos Sucesso ao Reconhecimento obtido dos outros.

palmas

Mas, é isso que significa ter sucesso?

Não é isso, ou não é apenas isso.

Obter o reconhecimento dos outros, por vezes, é meio caminho andado para nos sentirmos mais pressionados, menos felizes, e com uma sensação de que o sucesso não pode ser este sentimento de desejo constante de coisas que, quando se materializam, nunca são suficientes.

Em qualquer pesquisa, que façamos por aí, descobrimos que muitas pessoas antes de nós, contemplaram a necessidade de olhar para as suas crenças pessoais, sobre o que significava ser-se bem sucedido, e as ramificações destes sentimentos na compreensão da vida, na sua totalidade, de uma forma integrada.

Ou seja, não somos felizes porque atingimos o objectivo de reconhecimento dos outros. Somos felizes quando fazemos o que gostamos, sentimo-nos empenhados e recompensados pelos nossos esforços, contribuímos para o bem-estar de outros, e integramos aquelas partes mais individuais, num esforço de integrar as pessoas que fazem parte da nossa vida na nossa felicidade.

Somos felizes quando sabemos que o somos. Faz sentido?!? ou é só uma explicação de escritora [ah!]

Somos felizes quando:

  • fazemos o que gostamos
  • nos entregamos a essa actividade de coração
  • ajudamos os outros a descobrir a mesma sensação
  • sentimo-nos desafiados pelo que fazemos
  • sentimo-nos recompensados de formas diferentes pelas actividades em si

Ser-se Feliz e Ter Sucesso são dois temas que, ao longo dos anos, têm feito o seu aparecimento naquilo que investigo.

Há umas semanas descobri este vídeo de Paul Klein ‘on how to succeed as an artist‘, e esquecendo esta parte (aqui em cima) toda mais filosófica de descobrir a felicidade e,

… apesar de acreditar que os dois temas estão interligados entre si de formas muito especiais….

… retirei ideias valiosas sobre os modelos de vida das pessoas que desejam fazer das suas artes um motivo de sucesso. Um motivo de sucesso em sobrevivência pessoal.

Convido-vos a ler algumas das conclusões pessoais sobre como ter sucesso como artista:

Ensinar e Aprender

learning

Ensinar é melhor do que aprender. Não sei se têm reparado neste pequeno pormenor: muitos há que desejam ensinar. Mais do que aqueles que desejam aprender…

Mas, aprenderam o que é preciso para ensinar?

E, não falo apenas das certificações oficiais da prática de ensino. Refiro-me à experiência acumulada, da visão particular que, apenas aqueles que exercem a dita actividade que desejam ensinar, podem possuir.

Primeiro, precisamos aprender as coisas mais básicas.

Aprendê-las, significa procurar ensino de qualidade, mentores que nos guiem e esclareçam, pesquisar e aceder a materiais de aprendizagem.

Sucesso é: Relacionamentos com Pessoas

love is
Alguém se lembra destes autocolantes? Onde vinham??? Não consigo lembrar-me…

Isolar-nos da comunidade com que nos identificamos não é o caminho a seguir. E, sobre mim falo… sou uma mistura esquisita de introvertida e extrovertida que dificulta imenso esta actividade de me relacionar com outros.

Há comunidades às quais desejamos pertencer, grupos de pessoas, que se reunem sob o auspício de uma qualquer organização própria, para as quais podemos contribuir e aprender com elas.

being an artist is to be yourself all the time regardless… – Paul Klein

Todos somos inseguros, em alguma parte das nossas vivências pessoais. Precisamos conhecer-nos e aprender a superar estas idiossincrasias que nos afastam das comunidades com as quais podemos aprender.

É preciso dedicar-nos a desenvolver as nossas competências pessoais, a par das profissionais e artísticas.

there are no obstacles, except the one’s we put in front of ourselves or the lack of knowledge… – Paul Klein

Uma Carreira de Sucesso

Paul Klein

Falar de uma carreira de sucesso nas artes, de acordo com Paul, significa ter 3 coisas:

  1. Ser distinto. Ou seja, ser-se nós próprios, ser-se honesto connosco. Cada um de nós é único. É preciso encontrar o que nos faz distinguir-nos dos outros e focar-nos nisso. Desenvolver o nosso cunho pessoal, a nossa “voz” própria na nossa escrita, por exemplo.
  2. Entregar-nos ao “jogo”. Entrosar-nos na comunidade, aprender com as pessoas que são melhores e que estão mais imbuídas no grupo. Mostrar o que criámos.
  3. Criar/Construir boa arte. Arte distinta, com o teu cunho pessoal.

People respond to your art work. It’s visceral, emotional. Train to be more yourself and then get your art into the world, so more eyes see what you are doing… – Paul Klein

Não conseguimos saber se algo vai funcionar para a nossa audiência. Só podemos colocar quem somos, no que estamos a fazer, e esperar que as pessoas se identifiquem com a nossa forma de ver o mundo através da obra que criamos.

Visão e Estratégia

strategic vision

É giro falar de ter uma Visão como se fosse algo místico, cheio de pormenores e certezas.

Ter uma visão é decidir até onde queremos levar o nosso trabalho criativo. Como vemos o presente e futuro da arte que criamos. Quanto de nós queremos colocar nos nossos projectos e como os vamos construir.

É a minha Visão, o que vejo para os meus projectos, que me distingue dos outros… ou, é esse o plano.

A Estratégia, é todo um outro bicho. Sabemos quais são os nossos objectivos (sabemos?!?) e precisamos de uma estratégia para os concretizar.

… 30% to 70% should be focusing on how to make your career… have responsibility for your career… – Paul Klein

Negócio. O terror! Há quem nasça para saber estas coisas todas sobre gerir negócios. Há quem aprenda pelo caminho.

Eu acredito que podemos aprender o que necessitamos com alguma medida de sucesso.

Pessoalmente, gosto da sugestão do Paul: arranja um parceiro de negócio.

Alguém que entenda  de negócios e, que dedique o tempo a essa parte da actividade. Mas não devemos abdicar do controlo. Devemos responsabilizar-nos pelo nosso negócio em todas as suas facetas e deter um conhecimento da integridade da nossa carreira.

Ninguém defende os nossos interesses melhor do que nós próprios mesmo que, por vezes, as nossas escolhas não o indiquem… mas este já é todo um outro assunto por completo.

Sê Criativo com a tua Carreira Criativa

creative career

Ser Criativo na parte da carreira é essencial para continuar a criar.

Ter ideias sobre a direcção que o nosso trabalho vai tomar, independentemente das influências criativas que podem redireccionar-nos para criar outras coisas, como outros géneros literários, por exemplo.

Fazer planos, ter ideias, ser criativo na gestão do nosso tempo, na produção em si e nas escolhas que fazemos.

Como não nos lembramos de tudo, é fazer planos escritos e rever com regularidade.

It’s like playing chess, we need to see the bigger picture. It’s a dialogue between you and your art, and you see it with time passing, but you are creative. As for your career you need to see it for 10 years. The bigger your expectations, aspirations, dreams, the more likely it is to achieve it. – Paul Klein

Positivo

positivo

Todos nós gostamos de nos relacionar com pessoas positivas, com uma visão saudável da vida e dos seus projectos, motivadas, que conseguimos admirar pela sua dedicação ao que fazem.

Sê quem queres ser… mesmo que ainda não sintas que o és.

Não, não é o “fake it until you make it“, mas quase. Não se trata de fingir ser o que não somos, mas de trabalharmos sempre para quem desejamos ser.

A nossa atitude pessoal é muito importante quando vivemos em comunidade, ou desejamos pertencer a uma determinada comunidade.

Valor

valor

Temos a obrigação de contribuir para o mundo com o nosso melhor. Diria que as nossas atitudes, a forma como vemos o nosso trabalho, o que fazemos para contribuir para um bem comum, é o mais importante nesta nossa existência.

As relações interpessoais são difíceis e, por vezes, levamos muito tempo a compreender como podemos sobreviver-lhes.

Mas, faz parte das nossas responsabilidades pessoais, acrescentar valor positivo a este mundo. E, se acreditamos que as nossas artes contribuem para esse valor, temos a responsabilidade de o partilhar com os outros.

… if you believe that what you are doing has any value, you have an obligation to get it out into the world… – Paul Klein

Explica-te

Conhecem o conceito de elevator pitch? Significa um lançamento/lance, num elevador, numa tradução livre do conceito.

Um lançamento de elevador é uma construção condensada de uma ideia para uma história, por exemplo.

Este conceito surgiu nos EUA, quando se fala em vender os méritos criativos de uma ideia, obra, nuns poucos segundos. Encontramos alguém num elevador, por exemplo, alguém que da indústria criativa, a quem queremos apresentar a nossa ideia e, tendo alguma mestria a desenhar o lance, e alguma sorte na recepção da ideia, conseguimos despertar o interesse dessa pessoa que nos poderá ajudar a concretizar essa ideia criativa numa obra consubstanciada e, com sorte, de sucesso futuro.

Paul Klein diz-nos: sê capaz de explicar a tua arte em vinte segundos, e faz as tuas oportunidades crescerem.

Quando nos perguntam:

“Escreves sobre o quê?” Sabemos o que responder?

Estas foram algumas das ideias que recolhi deste vídeo. Aconselho que o vejam e tirem as vossas próprias notas, conclusões e acções.

Que acto criativo vais executar a seguir?

Obrigada e Até Breve!

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Referências:

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