Homenagem ao Autor Português

Hoje, 22 de Maio de 2011, celebra-se o Dia do Autor Português. Desde 1982 que a SPA instituiu esta homenagem a todos aqueles que são Autores, procurando reconhecer e agradecer o seu contributo para o desenvolvimento da nossa cultura. Aqui vos deixo a minha homenagem…

Vamos celebrar o Dia do Autor Português. read more

O que faz um génio?

A minha primeira lição aprendida sobre escrita, e sobre a criação em geral, foi:

Escreve com o Coração.

O excesso de Racionalidade atrapalha o processo de Criação. E, ensinou-nos a História que, foram as loucuras de alguns indivíduos que constituíram o impulso de criação genial. Fossem loucuras do género de desarranjo mental, ou induzidas por substâncias estranhas, ou provocadas por inadequações sociais, todas elas ajudaram a formar génios. read more

Fernando Pessoa_Vários

“Tudo que existe existe talvez porque outra coisa existe. Nada é, tudo coexiste: talvez assim seja certo..”

“Possuir é perder. Sentir sem possuir é guardar, porque é extrair de uma coisa a sua essência.”

“De sonhar ninguém se cansa, porque sonhar é esquecer, e esquecer não pesa e é um sono sem sonhos em que estamos despertos.” read more

A Inacção Consola de Tudo

A inacção consola de tudo. Não agir dá-nos tudo. Imaginar é tudo, desde que não tenda para agir. Ninguém pode ser rei do mundo senão em sonho. E cada um de nós, se deveras se conhece, quer ser rei do mundo.
Não ser, pensando, é o trono. Não querer, desejando, é a coroa. Temos o que abdicamos, porque o conservamos sonhado, intacto, eternamente à luz do sol que não há, ou da lua que não pode haver.
  Fernando Pessoa, in ‘O Livro do Desassossego’

O Amor

 O amor, quando se revela, Não se sabe revelar. Sabe bem olhar p’ra ela, Mas não lhe sabe falar.   Quem quer dizer o que sente Não sabe o que há de dizer. Fala: parece que mente Cala: parece esquecer   Ah, mas se ela adivinhasse, Se pudesse ouvir o olhar, E se um olhar lhe bastasse P’ra saber que a estão a amar!   Mas quem sente muito, cala; Quem quer dizer quanto sente Fica sem alma nem fala, Fica só, inteiramente!   Mas se isto puder contar-lhe O que não lhe ouso contar, Já não terei que falar-lhe Porque lhe estou a falar…   Poesias Inéditas – Fernando Pessoa

Nevoeiro

Nem rei nem lei, nem paz nem guerra, Define com perfil e ser Este fulgor baço da terra Que é Portugal a entristecer- Brilho sem luz e sem arder, Como o que o fogo-fátuo encerra.   Ninguém sabe que coisa quer. Ninguém conhece que alma tem, Nem o que é mal nem o que é bem. (Que ânsia distante perto chora?) Tudo é incerto e derradeiro. Tudo é disperso, nada é inteiro. Ó Portugal, hoje és nevoeiro…   É a Hora!   Valete, Frates   "Mensagem" Fernando Pessoa