Como uma árvore de garrafas é um exemplo para todos os escritores

Elmer Long é um herdeiro de objectos pouco convencionais. Recolhidos pelo seu pai, no deserto do Mojave, ao longo de vários anos.

E o que fazer com uma tonelada de garrafas de vidro?

Elmer resolveu este dilema colocando-as em exposição de forma original. Criou estruturas que se assemelham a árvores de vidro, e que já figuram no roteiro de peculiaridades a visitar ao viajar na famosa estrada 66, perto de Barstow, na Califórnia.

E se as imagens são interessantes, e convenhamos um pouco assustadoras, são também um exemplo de engenho e imaginação.

Este é um exemplo de recolha objectos que achamos inúteis, mas que mais tarde, no contexto adequado, se revelam importantes e mesmo essenciais.

Acho que esta acção de coleccionar coisas estranhas é o princípio básico dos escritores. Estamos atentos ao que nos rodeia e procuramos conhecer e inspirar-nos nos locais, pessoas e hábitos mais estranhos que povoam o nosso dia-a-dia.

Recolher informação, organizá-la e colocá-la a bom uso, é o que nos distingue uns dos outros. Todos vemos a vida e as situações de forma diferente. Atribuímos importância a umas coisas em detrimento de outras, reparamos em pormenores que a pessoa ao nosso lado não repara, ou ignoramos aquilo que essa pessoa notou.

Quando nos sentamos para escrever, é isso que trazemos para a página, a nossa forma de ver a vida, seja ela através dos olhos do herói ou do vilão, da personagem principal ou da secundária.

É a nossa árvore de garrafas de uso pessoal e exclusivo. Recolhida em inúmeros anos, com esforços pessoais consideráveis, e utilizada para um bem maior. A forma como a árvore é apreciada não irá invalidar o esforço e a imaginação usada na sua construção.

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