Palavras Soltas: Agora, imagina que desejavas começar a escrever

começar a escrever

Imagina-te com setenta anos. Imagina que viveste uma vida de trabalho físico, sem grande contacto com a escrita. Imagina que sempre tiveste mais apetência para os números do que para as letras. Para ti, os números faziam sentido, tinham regras imutáveis. As letras, não. Apesar de sempre teres lido bastante, cingias-te a leituras sobre assuntos práticos. A vida havia sido demasiado prática em detrimento de ficcional.

Consegues imaginar? Calçar esse par de sapatos?

Agora, imagina que desejavas começar a escrever.

Esta foi uma conversa que tive há uns dias. Infelizmente, não consegui passar a ideia de que era mais simples começar do que a pessoa queria acreditar.

Imagina…

Tens uma ideia. Algo que queres deixar ao mundo. Uma história, um conjunto de factos, algo que passou, e amadureceu na tua mente. Mas não sabes contá-lo. Não possuis as ferramentas intelectuais para o fazer… ou, acreditas que não possuis.

Quantos de vós se enquadram neste perfil? Mesmo se não se enquadrem na idade ou experiência profissional, quantos de vós já pensaram assim?

O que podes fazer?

Assolam-te as dúvidas que, para aqueles que escrevem com regularidade, sempre existiram.

Será que sabes fazê-lo? Será que podes fazê-lo? Será que deves fazê-lo? É uma perda de tempo? Vai ficar uma porcaria? É difícil? Leva quanto tempo? Deves insistir? Serás capaz de fazer jus à história?

Não há uma resposta para isto.

Só há uma pergunta:

Desejas mesmo fazê-lo?

Se a resposta foi “Sim, talvez”, não te incomodes. Volta a pensar nisso quando sentires que não há mais desculpas às quais te agarrares.

Se respondeste “Sim, mas para que irá servir?”, deixa estar. É uma pergunta para a qual ninguém tem uma resposta. Pode servir para muito. Pode não servir para nada. Não é por isso que o fazemos.

Mas, se a pergunta te parece inapropriada, e nem te incomodarias a pensar no assunto, é porque a resposta é um “Sim” absoluto.

Se, ficar a matutar no “será que quero?”, é sempre a tua melhor resposta então não te aborreças. E deves perguntar-te se queres Escrever ou ser um Sucesso Mediático?

Se quisesses mesmo escrever, não perguntavas. Era um dado adquirido. Não precisas de autorização de ninguém para o fazer.

O que podes fazer?

Lê, muito. (#lereimportante) Começa por aí e não pares. Escreve, muito. Com mais certezas, ou menos clareza, começa por aí.

Não há fórmulas cem porcento eficazes para se aprender seja o que for. Mas, há uma certeza para se fazer o que quer que seja, é preciso Fazer.

É preciso Ler, Escrever, Criar, Reescrever, Estudar. É preciso aparecer e executar.

Porque, enquanto se está ocupado a Executar, não há espaço para dúvidas.

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