20 comentários em “Recursos do Escritor: Regras para escrever bons diálogos”

    1. Olá, Alberto. Não sei se é uma questão de escolha. Convencionou-se que, em ficção, o travessão é o mais utilizado nos diálogos. As aspas sobrecarregam o texto, e são desnecessárias, do ponto de vista do leitor. Bons diálogos são aqueles que o leitor compreende sem ser necessária a pontuação excessiva. É sempre importante observares o que é mais comum no género literário que escolheste para a tua obra.

  1. Adorei as dicas e estou com uma dúvida. Como faço para colocar os pensamentos do meu personagem para o leitor? Li em outros sites que se pode usar as aspas e outros que elas são um erro. No geral, qual é o mais correto para se usar e se tem outras formas de colocar, quais são?

    1. Bom dia Marconi, em ficção as aspas são utilizadas em diálogo normal, não em diálogo interno. Apresentar os pensamentos da personagem está, directamente, relacionado com o ponto de vista que escolheste para contar a tua história.
      Sugiro que leias sobre os tipos de POV existentes. Podes começar por aqui:
      http://blog.sarafarinha.com/2013/02/14/recursos-do-escritor-qual-e-o-teu-ponto-de-vista-a-narrativa-na-3a-pessoa-subjectiva/

      E, tens outros artigos sobre os diferentes tipos de POV que podes utilizar, que podes ler aqui: http://blog.sarafarinha.com/?s=ponto+de+vista

      Obrigada pelo teu comentário e espero ter sido útil.

      Sara

  2. Muito interessante, já estou editando meu texto! Antes de ir, uma pergunta: em toda intervenção do narrador no diálogo eu devo reiniciar na linha de baixo? Considerando não mudar o personagem que está dialogando.

    Ex: (retirado do meu texto)
    […] Clóvis o vê e lhe passa olhares que remetem a ele não dar mais nenhum passo adiante, o velho fica estagnado e arregala os olhos, porém não diz nada, já Clóvis sim:
    “Ei?” Diz ele como se estivesse casando algo perdido.
    “O que está procurando aqui?” Clóvis abre os braços querendo explicações.
    “Aposto que seja sua dentadura para estar com essa boca murcha, ou você é amante da Deolinda? Já deve ter dado umas virilhadas naquela senhora quando ainda era enxuta e dava caldo há uns 80 anos atrás! Não é verdade?” […]

    Desde já, agradeço a assistência.

    Att. Jonathan S Bondaruk.

    1. Bom dia, Jonathan. Sem fazer revisão ao texto apresentado e apenas respondendo à pergunta: O narrador, se participa no diálogo, é uma personagem. Logo deve intervir numa linha sua, para que não se confundam as personagens, e o leitor perceba quem está a dizer o quê. Se o narrador é um dos tipos de narrador que intervém mas não é uma personagem, não tem diálogos próprios. Tem comentários de acordo com o tipo de narrador escolhido.
      Obrigada pelo comentário e muita sorte com o teu texto.

  3. Olá Sara, como eu faço quando num dialogo um personagem interrompe a fala do outro?
    Ex:
    —você não está pensando que…
    —sim, estou sim.

    1. Olá Lucas, sim as reticências servem para comunicar que uma ideia foi interrompida neste diálogo (ou que se tinha algo mais a acrescentar à frase mas que, por qualquer motivo, não foi comunicado).

      Obrigada pelo comentário.

  4. Olá, gostei das dicas, vai me ajudar muito com meus textos.
    Apenas uma pergunta: Já vi muitos textos que começam o diálogo com o nome dos personagens seguido da fala, é correto fazer isso?

    1. Olá Cicleide, ser correcto ou não depende muito do autor. Eu, não usaria excepto se fosse um texto como uma peça de teatro, por exemplo. Nos restantes formatos, não me parece que cumpra qualquer função. É sempre melhor criar o texto de forma a que o leitor entenda quem está a “falar” sem ser preciso indicar em cada linha de diálogo.

      Obrigada pelo comentário.

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