Escrever e a celebração do Amor Romântico

escrever e a celebração do amor romântico

Aviso que este artigo contém uma sugestão literária, uma opinião pessoal sobre a visão das histórias de amor, as coisas que procuramos numa história (adaptado de John D. MacDonald) e uma celebração do amor que temos pelos livros.

À parte todas aquelas considerações mais, ou menos, cínicas sobre o Dia dos Namorados, hoje é ocasião para celebrar o Amor.

Poderia referir-me apenas ao amor romântico, mas não consigo. Do Amor Romântico nascem outros amores. Cada um com o seu impacto especial nas nossas vidas. Cada uma das pessoas, que vêm com a consubstanciação de um amor romântico, são motivo para celebrar o Amor.

Afinal, um namoro tem o potencial para se materializar em descendência, na junção de famílias distintas por laços de estima e convivência, nos amigos que cada uma das pessoas acrescenta ao universo do seu parceiro.

É a observação destes laços que nos trazem muitas realidades e experiências. Nem todas são, serão, foram, boas ou más. Cabe-nos a nós celebrar, com os amores que temos hoje nas nossas vidas, de uma forma real e simbólica.

Quando penso em celebrar com uma leitura especial, penso em ler uma hist´oria de amor romântico… sou uma fã de histórias que incorporam amores.

Jane Austen

Um género literário de um massivo sucesso e, no entanto, tão pouco respeitado nas suas características específicas.

Uma história que se preze tem de incluir uma espécie de interesse romântico, algo que proporcione outra dimensão às personagens. Seja um romance em exclusivo, um amor familiar ou apenas uma sugestão de algo maior do que a personagem em si, o Amor faz parte de qualquer história… nem que seja pela sua ausência, impossibilidade ou mau uso.

Uma história de amor é tida como piegas, ou como qualquer outra coisa, carregada de significâncias de pouco interesse no seu sentimentalismo.

Continuam a ser as minhas preferidas. Amores reais. Histórias reais. Possibilidades reais. Sentimentos que potenciam a grande transformação do herói/heroína. Sentimentos que nos mostram que, num mundo terrível, só o amor tem o potencial para nos salvar.

John D. MacDonald respondeu, com uma curta lista de coisas que procuramos numa história, seja qual for o seu género literário:

  • um forte sentido de história: que nos intrigue e faça considerar o que acontecerá a seguir.
  • pessoas em dificuldades – emocionais, morais, espirituais, outras, e permanecermos com elas enquanto elas descobrem o seu caminho.
  • capacidade de me fazer suspender o meu descrédito e transportar-me para outro sítio por inteiro.
  • magia no estilo de escrita, com palavras que cantem.
  • atitude de ironia, realismo e uma sensação de inevitabilidade
  • vemos o caminho da personagem até que uma reviravolta inesperada nos oferece uma sensação de alegria, um deslumbre, pela mestria com que é executada.

Tudo isto, que procuro quando leio uma boa história, encontro nos diversos géneros literários. E, também o romance, a história de amor romântico, ou de amores em geral, é melhor se incluir estas características acima.

Como continuo em processo de estudo como escrever uma história melhor, e relembrando um dos exercícios da prática deliberada, sobre a qual podem ler aqui…,

Exigências da Prática Deliberada

… quero deixar uma sugestão livresca, cuja lembrança que me tem perseguido nas últimas semanas:

Há uns anos descobri uns livros de Richelle Mead. Em Portugal a sua série mais conhecida é a ‘Academia de Vampiros’, a qual gostei muito… mas não foi aquela que quando comecei à procura de uns livros para efectuar um exercício especial, me ficou retida na memória.

A minha sugestão é ‘Georgina Kincaid Series’. Começando por este aqui…

succubus blues

Sugestão para vós, e para mim, porque quero reler e obter a cópia física desta série.

Entretanto, reparo que deixei algumas das suas séries a meio e que me perdi no seguimento da obra desta autora. E, tudo o que li, adorei! Perco-me porque fico à espera que saia o próximo livro de uma série e acabo por me esquecer.

Acontece-vos? A espera eterna pelo próximo volume de uma série…

favourite author

 

Assim vos deixo, com o meu desejo de uma celebração passada com o amor pelos outros, e o amor pelos livros. Vale cada momento e cada página.

Feliz Dia do Amor!

***

Referências:

  • “Revision & Self-Editing”, James Scott Bell (ISBN 9781582975085)
  • JDM Homepage
  • Richelle Mead
  • “Succubus Blues”, Richelle Mead (ISBN 9780758216410)
  • Becoming Jane‘, Julian Jarrold

Obrigada e Até Breve!

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