Enola Holmes e novas histórias

Holmes

No outro dia escolhi ver um filme que, apesar de já me ter cruzado com ele nas sugestões, ainda não tinha sentido que pudesse ser interessante. Esse foi o dia que dei uma oportunidade a Enola Holmes e, não tenho arrependimentos.

Enola Holmes surge como uma espécie de legado do Sherlock Holmes o que, por um lado, indica a habitual regurgitação possível de material existente e, por outro, indica um tipo de histórias que me cativam.

O primeiro lado serviu para que eu evitasse este filme durante uns tempos. Não sou grande apreciadora de ingerir uma história, e ficar a ver os outros a ruminá-la, dezenas de vezes, apenas para extraírem mais um lucro na bilheteira, à conta dos fãs de uma determinada saga.

Olhem, que bem que isto correu com a saga Star Wars ou Homem-Aranha. Tem sido um desfiar de coisas no mesmo universo as quais, por mais que apreciemos visualizá-las uma só vez, teremos sempre de perdoar não serem material de culto.

E, apesar de concordar com algumas partes da visão deste senhor aqui… (Chris Gore), sobre a falta de imaginação das pessoas que era suposto descobrirem as próximas histórias de sucesso, ao invés de regurgitarem ou re-imaginarem obras existentes, há algumas evoluções que conseguem extrair outro tipo de conteúdo.

Acho que foi o caso de Enola Holmes.

Femininismo e politiquices históricas à parte, que são partes gigantes nesta história… esta é uma história que nos conta como cada um de nós tem de aprender a viver sozinho, forjar o próprio futuro, com as ferramentas que nos são dadas, e adicionando todas as outras que nos acrescentam, e que nos vão surgindo no caminho.

Que precisamos de força interior para nos tornarmos indiferentes áquilo que o mundo nos quer fazer, não para que façamos parte dele, mas para que nos integremos naquilo que ele é. E, quem quer integrar-se no mundo como ele é?

Enola Holmes usa alguns artifícios engraçados, mesmo se controversos, como um narrador na primeira pessoa.

A expansão da história familiar de Sherlock Holmes é curiosa e com uma série de actores dignos do meu respeito. Henry Cavill dá um interessante Sherlock, mas suponho que ele daria um interessante-qualquer-que-fosse-a-sua-personagem.

E, o mistério com que Enola se estreia, em tudo comparável aos do seu irmão mais famoso, é conjugado com a própria viagem pessoal dela de uma forma que completa a sua missão… e, que parece abrir portas para outros futuros filmes.

Ah! E, não me posso esquecer de Helena Bonham Carter, que dispensa apresentações, e Sam Claflin como improvável, e inconstante espécie de, vilão.

Vou um pouco mais longe e diria que, ao invés de filme, talvez tivessem material para uma série.

E… voltando ao tema das regurgitações históricas…

Podemos até decidir que as sequelas não merecem atenção, ou que não extraímos mais conteúdo interessante de um universo qualquer, mas acho que aprendo sempre qualquer coisa com isto (mais não seja, a ver o que não se faz).

Dentro deste género, apreciei bastante o universo que criaram em ‘O Alienista‘, por exemplo, assim como o estilo inovador da versão ‘Sherlock Holmes‘ com Robert Downey Jr. e Jude Law.

Só posso supor que, apesar de se queixarem da existência de tantos livros por aí, não encontram material que se diferencie, para criarem as suas histórias cinematográficas. E, este é mais um argumento para não desistirmos de escrever as nossas histórias.

Entretanto, por aqui, procuro uma nova obra de culto. Sugerem alguma?

Boa Páscoa, para os que a celebram (para mim, são mais ovos de chocolate) e comentem se viram Enola Holmes e o que acharam.

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Referências:

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