[pausa de domingo] Atenção às Confluências de Factores que nos impedem de descansar

coração

Sou adepta fervorosa de manter várias espécies de blocos de notas. Chamo-lhes journals porque considero-os uma espécie de evolução dos ditos diários. Diários que durante anos me provocaram uma antipatia inexplicável.

Assim, precisei de evoluir no domínio dos blocos de notas onde registo as minhas actividades diárias. E, foi o que fiz.

Já tive muitas iterações destes blocos de apontamentos e várias informações que aponto de forma, mais ou menos, regular. Incluindo informações sobre a minha saúde (health trackers).

Fui testando este e aquele tipo de registo, mas considerava-os repetitivos e inúteis… ou seriam?

Mantenho um registo destes para a saúde da minha filha, medicamentos, queixas diversas e, sei que preciso saber o que se passa nos dias dela e, se depender da minha capacidade de memória, nunca seria capaz de o fazer com a certeza, e o detalhe, que preciso. Mas, para o bem da minha filha, nada é inútil.

Mas, para mim? Saber com exactidão sobre a minha saúde? Era tudo desnecessário! Sabia, mais ou menos, isto ou aquilo, quando era necessário e chegava-me.

Mas, 2022 tem sido um ano brutal em ocorrências de saúde, como tenho partilhado amiúde.

E, felizmente, decidi-me a registar a minha informação a partir do mês de Março. Sim! Fui ver a data porque necessitei rever a informação.

Sou propensa a enxaquecas. Sei-o desde a adolescência, mas nunca tentei interligar o evento com grandes alterações na minha vida. Noto, agora, que a ocorrência, dimensão e características das ditas, têm vindo a alterar com o tempo… com a passagem das décadas.

Um exemplo, mais flagrante, da influência das décadas foi a passagem do meu cabelo de liso a muito encaracolado (sim, a minha infância foi passada com cabelo liso!), sem qualquer intervenção humana, no início da minha segunda década de vida.

E, é no momento em que algumas coisas começam a querer organizar-se, assim que diminui o tempo de que disponho para dormir, aumenta o stress, cresce a exposição a aparelhos com visor, pumba! Lá começam as premonitórias picadas na cabeça e a enxaqueca em modo total (brutal) costuma vir logo a seguir.

Sempre tive, mas acho que nunca as vi como um acontecimento em si. Tanto que nem as registava em lado nenhum. Agora reconheço padrões que duram dias e até semanas…

De vez em quando, alertavam-me que já estava a trabalhar de olhos tão fechados que era ridículo tentar continuar. Ou começava a ter luzes nos olhos, visão em túnel, e depois deixava de ver, primeiro parcial, depois de forma total. E, conduzir assim?! Espectacular… só que não.

Agora, as dores de cabeça excruciantes e a náusea (e produto subsequente) são as mudanças mais relevantes.

Gosto do facto de ter começado a apontar quando sentia alguns sintomas, mas continuo a acreditar que não tenho sido tão vigilante como seria do meu interesse.

Assim, se tiverem um bocadito neste Domingo, ponderem se registar os ritmos de vida/saúde/ocorrências pode vir a ser uma actividade essencial para compreender o que se passa convosco.

Só podemos agir sobre aquilo a que estamos atentos e é importante saber o que se passa, para se procurar ajuda, se necessário… e todos sabemos das dificuldades no acesso aos cuidados de saúde que vivemos há, pelo menos, nos últimos dois anos.

Isto fez-me relembrar que, há uns meses cruzei-me com uma entidade (após uma pesquisa rápida online) a MIGRA, Associação Portuguesa de Doentes com Enxaqueca e Cefaleias. Desconhecia a existência de tal, mas parece-me que sensibilizar para esta questão é importante. Enxaquecas não são uma dor de cabeça.

Outro ponto: acho importante descobrir uma produtividade saudável para minimizar ocorrências.

Conhecer o que precisamos fisicamente para evitar o que pode ser evitado (e aguentar o que não pode ser eliminado).

Sei que juntei ecrãs, horas a escrever e editar imagem, sem o tempo de descanso que sei que a minha cabeça precisa e os nervos associados à ocasião… e lá está! Uma enxaqueca novinha só para mim.

Assim, aproveito este Domingo para descansar… até, porque, a fotossensibilidade ainda não me largou… e reitero as ideias:

  • é necessário equilibrar o tempo de trabalho com o tempo de descanso
  • é importante apontar o que se passa connosco para nos conhecermos melhor
  • é determinante encontrar ritmos de vida que nos permitam aliviar o stress
  • é essencial gerir horários para as diferentes coisas (como dormir!)

Ficar encostada na pit stop, porque não soubemos gerir as nossas necessidades, ou agir de formas que nos nutram (ao invés de delapidarem), é contrário ao que desejamos fazer, certo?

desejo-vos uma excelente pausa de Domingo!

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