
Onde vou arranjar o que é suposto saber? Eu também não sei. As pessoas relacionam-se com aquilo que não sabemos, e para o qual procuramos uma resposta, não com aquilo que sabemos e queremos passar.
E são tantas as coisas que eu não sei.

Onde vou arranjar o que é suposto saber? Eu também não sei. As pessoas relacionam-se com aquilo que não sabemos, e para o qual procuramos uma resposta, não com aquilo que sabemos e queremos passar.
E são tantas as coisas que eu não sei.

“A cada dia alcança alguma coisa que te fortifique contra a pobreza, contra a morte, e mesmo contra outros infortúnios; e, depois de teres reflectido sobre vários pensamentos, escolhe um deles para ser cuidadosamente digerido a cada dia.” Seneca in ‘Letters from a Stoic‘ (letter 2: Discursiveness in Reading) – trad. livre de Sara Farinha
Porque a tua fraqueza é a força dos que estão mais bem preparados no plano mental. Aqueles que usam essa vantagem para alargar o fosso entre os que nada entendem e aqueles que tudo dominam. Pelo conhecimento e uso, sem qualquer escrúpulo ou noção de correcção moral, protegem o que têm (e não lhes pertence), roubando aqueles que acreditam não precisar de saber nada, muito aprofundadamente, sobre coisa alguma.

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Andava aqui a matutar sobre este livro, um conjunto de diversos textos curtos do autor, quando me ocorreu que é notável (e, com notável, quero dizer digno de atenção) que a escrita jornalística deixa as suas raízes sob os trabalhos dos que ganham a vida com esse género de escrita.
A escrita jornalística tem um conjunto de regras. Questões que precisam ser respondidas de certa forma e com determinado estilo. Jornalistas podem apelidar-se Escritores mas, pensando bem, também podem designar-se Investigadores, Fotógrafos, ou outra coisa qualquer, consoante aquilo que desempenhem (e acumulem) para a grande máquina jornalístico-publicitária.

Enquanto temos medo das coisas impedimo-nos de as viver. Impedimo-las de acontecer.
Dizer que queremos muito algo, seja em voz alta ou para nós próprios, não muda nada. Podemos dizê-lo mas se não o sentirmos realmente, se não encararmos o que queremos com calma e aceitação, com verdadeira vontade que aconteça, nunca será uma realidade.

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