“O Banquete” de Platão

“… Havia um terceiro ser, o andrógino, com uma metade masculina e outra feminina. Estes seres tinham duas faces idênticas, opostas uma à outra sobre um único pescoço. As costas e costelas eram unidas. Tinham um único crâneo e as partes genitais em duplicado. (…) Tais seres eram dotados de uma força incrível, que os levou a acreditar que poderiam atacar os deuses do Olimpo. Como castigo por essa ousadia, Zeus resolveu cortá-los ao meio para os tornar mais fracos. estava então separada a natureza humana. As duas metades estavam sempre à procura uma da outra, e quando se encontravam agarravam-se para conseguir novamente união. Permaneciam assim unidas e morriam de fome e tristeza, pois não faziam mais nada com medo de serem novamente separadas. Zeus, com pena deles, deslocou-lhes o sexo para a frente e criou o desejo para que a natureza humana pudesse se reproduzir. Esta união propagou a raça humana, e desde então o amor nasce entre os Homens que procuram sempre a sua outra metade na intenção de corrigir a natureza humana original.”

Nine Crimes

Leave me out with the waste  This is not what I do It’s the wrong kind of place To be thinking of you It’s the wrong time For somebody new It’s a small crime And I’ve got no excuse 

 Is that alright?
Give my gun away when it’s loaded 
Is that alright?
If you don’t shoot it how am I supposed to hold it 
Is that alright?
Give my gun away when it’s loaded 
Is that alright 
Is that alright with you?

Leave me out with the waste
This is not what I do
It’s the wrong kind of place
To be cheating on you
It’s the wrong time
but read more

Uma História

Dou início a uma nova história,

Aqui vive a sua glória

No vazio desta página.

Penso em inventar memórias,

Viver como se de provisório

O dia se tratasse.

 

Olho para umas novas linhas,

Traçando as “mezinhas”

Dum novo enredo.

 

Espanto!

Nada sai, história vazia

Tudo é cedo.

 

Olho para a minha fábula,

Penso como ela acaba

E descubro que não sei…

 

Tento encarreirar palavras

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Folha em Branco

Olho uma página em branco,

Que surge no vazio,

Um caderno de notas lânguido

Como alguém a quem falta o brio.

 

Vejo tudo o que ficou,

Não se disse, não se contou,

À margem do caderno em branco

A minha história ficou.

 

O que podemos contar?

Que ilustrasse este caderno.

Tudo o que iria modificar,

Eram minutos do meu inferno.

 

E vejo-me olhar,

Para uma folha em branco,

Exemplo do meu estagnar,

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Procura

Ando à procura,

Mas não sei bem do quê.

Ando à procura,

De algo que não se vê.

 

Procuro alguma coisa,

Que esqueci,

Talvez… não sei,

Talvez… eu a perdi.

 

Ando à procura,

Hoje disto, amanhã daquilo.

Ando à procura,

De algo a que não resisto.

 

Procuro um sentimento,

De poder, de satisfação.

Talvez procure…

Sucesso? ou perdição?

Ando à procura,

E assim vou continuar,

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O Passado

 

 Havia dias,

De luz intensa.

A mágoa da vida,

Descrita nesta pertença…

 

Havia noites,

De escuridão absoluta,

De imaginação incauta,

De vida resoluta…

 

Havia horas,

Em que o tempo custava a passar,

Em que a vida vista de fora,

Nada mais trazia que desesperar…

 

Havia anos,

De intensa solidão,

De desejos ardentes,

Sem amor, sem paixão…

 

Havia alturas,

Em que eu não chegava,

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A Inacção Consola de Tudo

A inacção consola de tudo. Não agir dá-nos tudo. Imaginar é tudo, desde que não tenda para agir. Ninguém pode ser rei do mundo senão em sonho. E cada um de nós, se deveras se conhece, quer ser rei do mundo.
Não ser, pensando, é o trono. Não querer, desejando, é a coroa. Temos o que abdicamos, porque o conservamos sonhado, intacto,
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