Uma semana cheia de histórias

uma semana de histórias

Olá a todos! Sejam bem-vindos a este Diário de Bordo.

 este artigo contém: três livros interessantes; uma exposição sobre arte japonesa, uma série televisiva, um desafio de escrita e arrumar a biblioteca.

A meio de uma semana difícil para as minhas ansiedades… coisas a acontecer… tentar gerir tudo, enquanto aquilo que avariei em mim a gritar por socorro… fazer o melhor que consigo e incerta de como fazer mais… ou porque devo ser eu a fazer mais… estão a ver, mais ou menos, a ideia?

As especificidades da situação não são importantes. O que é importante é: como aquilo que sinto, afecta o que faço.

Assim, hoje é quarta-feira, e estou a escrever o artigo possível, e intencional, para publicar amanhã… sendo que estou atrasada e, talvez, só publique na 6ª feira.

Este é um Diário de Bordo em que partilho convosco o que ando a fazer, que contribua de forma positiva, para a minha missão criativa. Porque preciso de um ponto de situação dos acontecimentos positivos e de me relembrar das partes boas desta semana.

Preptober

preptober NaNoWriMo 2023

Está a decorrer o Preptober, para todos aqueles que pensam participar na maravilhosa, assoberbante, tarefa de escrever 50 000 palavras durante o mês de Novembro, ao abrigo do Desafio NaNoWriMo.

O meu Preptober está um pouco embargado. O rascunho zero que planeio escrever em Novembro tem pelo menos um ano “no forno”…

Está organizado, então? — perguntam vocês.

Nem por isso.

Está preparado em certos aspectos. Noutros, está longe disso.

Mas, neste momento, nesta semana em especial, não consigo retirar do poço criativo o necessário, porque não sinto que esteja abastecido. Por isso, para já, vou deixar o meu subconsciente tomar conta do assunto.

Por isso, a mensagem positiva é: deixar andar, quando não tenho a energia imediata para agir, sem auto-crítica, é permitir-me o espaço para, mais tarde, criar o que preciso.

A minha Biblioteca

antes

Sim, eu sei! Ainda me faltam uns duzentos livros para ser uma biblioteca. Contudo, e ao fim de dois anos de ter enfiado tudo sem qualquer critério que não fosse “estarem nas estantes e caberem nas prateleiras”, estou a organizar a minha (quase) biblioteca.

depois

Tem sido uma actividade interessante porque, adoro pegar nos livros que “esqueci” que tinha na estante. Porque, descobri que, afinal, tenho mais espaço do que supunha e que estava tudo muito mal arrumado, a fazer filas duplas quando não havia necessidade disso. Porque, adoro a sensação de saber onde os livros estão.

Isto foi o que escrevi sobre o assunto, no meu ‘Hold space for myself’ journal:

Arrumar os meus livros. É possível que tenha passado tanto tempo? Um ano? Ou dois? É possível que já não me lembre? (…) Fui ver. Dois anos. É possível que tenham passado dois anos desde que montámos as estantes e atirámos tudo lá para dentro de qualquer maneira? Eu gosto de arrumar os livros, mas sinto-me um pouco assoberbada com a quantidade e a forma como quero arrumar tudo. Estou no ponto de precisar ‘ter feito‘ ao invés de ‘perfeito‘. — 16.10.2023

E, os meus livros de romance contemporâneo e fantasia passaram, oficialmente, para dentro de portas, assim como a minha colecção de obras de Jane Austen ❤️

Agora, sinto que posso trazer para casa outros tomos, e dar-lhes um lar condigno. E, entretanto, passei umas horas valentes a subir-e-descer escadote e a fazer mover pesos. Conta como exercício físico?

Uma Exposição

gulbenkian

Até 30 de Outubro, podem ver a Exposição Temporária: Mundo Flutuante: estampas japonesas <<ukiyo-e>>, no Museu Calouste Gulbenkian (Lisboa-PT).

Esta é uma exposição de arte japonesa, com enfoque nas estampas, reunidas por Calouste Gulbenkian.

Mundo flutuante: estampas japonesas ukiyo-e centra-se no conceito de ukiyo, que significa «mundo flutuante», e que se refere aos prazeres efémeros da vida quotidiana. É aqui traçado o perfil de Edo, atual Tóquio, através de duas temáticas ilustrativas da cultura popular da cidade de então: a beleza feminina, personificada na figura da cortesã, e a contemplação do mundo natural. — Exposição Temporária: Mundo Flutuante: estampas japonesas <<ukiyo-e>>

Foi um passeio interessante. Gosto de conhecer perspectivas sobre arte produzida. Gosto da ambiência de uma exposição. Aprendo sempre qualquer coisa sobre as diferentes artes.

Encontro temas que reconheço, e são transversais a toda construção artística, as mulheres como objecto, por exemplo. E, encontro sempre arte relacionada com livros, sejam objectos, livros em si, temáticas (como poesia)… Estamos mesmo, como registo em papel, em todo o lado da produção artística.

Um Livro… podem ser dois?

to love and part

“A Room with a view” de E. M. Forster

Uma representação (crítica?) da sociedade inglesa da época. Uma jovem mulher dividida entre a compreensão de uma realidade, que se impõe tradicional e fechada nos seus preconceitos, e a exposição a novas formas de pensar e agir, em concordância com um desprezo pelas regras da sociedade e da religião organizada.

shadow

Em última instância, a escolha entre o tradicional e o moderno, é representada pela dúvida entre um noivo típico que, aparentemente, tem tudo o que a heroína poderia desejar e manter-se estabelecida em termos sociais, e o jovem educado fora das regras sociais tradicionais, que a aborda de formas pouco convencionais e acaba por conquistar o seu coração (mesmo contra a sua vontade).

A minha experiência com este livro foi através do formato áudio que, serve-me no sentido em que posso ir ouvindo enquanto faço outras coisas, mas no qual sinto que perco a experiência de ir tirando notas e citações (algo que gosto muito de fazer). Assim, vi-me remetida às citações que existem no Goodreads… pelo menos até encontrar uma cópia em papel desta obra.

Colocando-a no seu período certo, e contexto cultural adequado, consigo ver o escândalo de certas ideias que são aqui referenciadas. Como obra clássica que é, não devemos perder esta noção temporal. Por isso, compreendo algumas das críticas menos simpáticas, atribuindo-as a este desfasamento de tempo.

A parte mais interessante na experiência de ouvir este livro foi: dei comigo bastante interessada no que iria Lucy escolher para a sua vida futura. Se a sua aparente ingenuidade iria manter-se, ou se seria capaz de se libertar dos preconceitos que a rodeavam, e escolher por si própria. Porque, até ao fim, a sua teimosia em manter-se inconspurcável, mesmo quando não pudera fazer nada para o evitar, parecia uma entidade viva capaz de a comer… e depositá-la na frivolidade do “vamos fingir que não aconteceu”. Apreciei a tensão, é o que vos digo.

“Instructions” de Neil Gaiman

instructions

Este é uma espécie de manual de instruções para a vida. Nem todas são imediatas, de rápida compreensão, ou mesmo inteligíveis. E, é por isso que, reler significa ver algo novo, reconhecer outras formas de ilustrar uma vivência ou rever uma instrução que acabamos por esquecer.

No entanto, se quisermos ver este livro não como um conjunto de metáforas, mas como uma viagem interessante pelos meandros da imaginação, também podemos fazê-lo. É sempre giro ver a forma como a mente de alguém, como Neil Gaiman, trabalha.

Uma Série

The summer I turned pretty, temos duas seasons desta série e aviso que vou entrar em modo geekout about it.

Este é o grupo de amigos sobre os quais recaem as honras…

the summer i turned pretty

Um história de amadurecimento, não apenas das personagens mais jovens, mas dos adultos. A princípio, julguei que ia ser uma típica história de adolescentes, algo que não me cativa em particular. A escolha de ver esta série foi, completamente, um impulso.

Entre o título e as imagens das interacções entre as personagens achei que iria ser a típica história de adolescentes. Mas, é muito mais do que isso.

Este é o par que julgamos ser o centro da história…

o par

Existem uma série de temas, um deles sobre a dor e como lidar com o pairar de uma notícia terrível e, depois, com o desgosto, que são muito mais profundas do que a aparente leviandade dos temas da adolescência parecem convidar. Há uma névoa de sofrimento que acompanha as personagens ao longo de todos os episódios. E, mesmo nos momentos divertidos, que existem muitos, há um equilíbrio que representa a vida de uma forma interessante.

Esta é (uma das) a amizade desfeita…

amizade desfeita

Doença, relações interpessoais, amizade verdadeira, várias qualidades de amor (não apenas o amor romântico), a liberdade que o crescimento pessoal exige, entre outros temas, deixaram-me bastante tocada por esta série.

Esta é mais uma prova que, contar uma história espectacular é 90% de reinterpretação inteligente de temas importantes, em cenários interessantes. Adorei! Recomendo. Mesmo havendo coisas que me irritam, como a volatilidade da Belly. Mas, quando era miúda, nunca fui a típica “não sabe o que quer, por isso experimenta tudo”… com tudo o que isso me trouxe de bom e de mau.

O livro que inspirou a série…

o livro

Estou assim, meio inspirada para ler o livro, livros, porque parece que é uma trilogia.

Positivos Semanais

Histórias, lidas e assistidas. Em diferentes formatos, incluindo uma exposição ao vivo num museu, arrumar os meus livros, que tento estimo e proporcionar-me o espaço mental para que as minhas próprias histórias fermentem.

Uma perguntinha para vocês:

Mantém algum caderninho para apontar os vossos sonhos (daqueles quando estão a dormir)?

Um Dream Journal, em inglês.

Sim, não, talvez. Deixem os vossos comentários em baixo.

Obrigada e Até Breve!

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