Imagens são Recursos (do Escritor) Essenciais

cogumelos

Olá a todos! Sejam bem-vindos a este [Recursos do Escritor].

Este artigo de hoje é sobre um Recurso bem pessoal. Este faz parte do meu processo criativo pelo segundo ano consecutivo e tem constituído uma fonte de organização e inspiração criativas.

Sou uma artista bastante visual. Esta é a minha conclusão, após a primeira grande descoberta de que sou uma escritora movida a sentimentos.

Para mim, ambas foram descobertas importantes porque, at´é esses momentos, havia acreditado que não era nenhuma das duas.

Num primeiro momento, descobri que escrevia melhor quando absorvia o que me rodeava, e colocava na página o que isso me fazia sentir. Sentir-me (relembrar-me) numa estação do metro, numa parte qualquer deste mundo, ajudava-me a transpor a experiência para uma página.

E, não fui só eu que reparei nisto. Houve quem, ao ler “Percepção” me dissesse que, conseguiam sentir-se em Londres, a cidade onde a história se passa.

Sei que escrevo melhor quando sinto o que estou a escrever. Quando o conheço bem e o vivi na pele.

Num segundo momento, não há muito tempo atrás, descobri que me inspiro de forma mais sólida quando a minha experiência dos assuntos é visual. Uma imagem (fotografia, ilustração) traz-me dimensões sobre um assunto que antes não atingia.

Não tendo nada a ver com a minha escassa preparação para desenhar e, portanto, pouca qualidade no desempenho, ver os assuntos, encará-los de forma visual, dá-me ideias. Ideias sobre as quais escrevo. Vivências que interligo nas práticas criativas.

Há uns anos deparei-me com um conceito de um artista visual, Phill Tippett em “Uma Questão de Criatividade”, que reunia imagens em álbuns, que usava para se inspirar para criar alguns dos monstros mais famosos do cinema.

Outros artistas, usam referências para os seus trabalhos, recorrendo a fotografias e ilustrações para produzir os seus próprios quadros.

Os escritores usam blocos de notas para compilar um pouco de tudo o que lhes passa pela cabeça, em termos de palavra escrita.

Há uns anos, juntei os dois.

Comprei um bullet journal tamanho A4, na Flying Tiger, onde arranjo muito material curioso e de boa qualidade (não possuo qualquer patrocínio por esta marca), e comecei a colar as imagens que ia recolhendo.

Uma imagem, um desenho meu, fotografias, panfletos, brochuras, impressões de imagens curiosas, tudo o que possam imaginar, bem acompanhadas por comentários, descrições, ideias soltas, planos…

Para cada projecto, revelam-se pormenores, acrescento imagens, palavras, ideias… fixas ou voláteis.

Inicialmente, chamei a este bloco o Hold Space for Myself Journal, mas também o chamei de Journey Journal. E, tem sido uma ferramenta essencial para registar e organizar aqueles momentos que me inspiram a continuar.

Porque é este registo importante para mim?

1º porque é uma fonte de satisfação fenomenal.

É relembrar o que fiz, o que pensei, o que aprendi…

2º porque é um repositório de experiência criativas e de criações.

Tenho um sítio onde me permito rabiscar, e testar, e organizar o que me surge no momento.

3º porque serve de segunda-memória.

Muito havia que já não me iria lembrar, caso não tivesse colado, pintado e apontado neste livro.

Porque seria útil para ti?

Pelos mesmos motivos que é para mim. Porque serve de repositório, de reavivar de lembranças e é uma fonte de satisfação pessoal.

Mas é preciso manter as páginas limpinhas, sem erros e sem rabiscos?

Claro que não. É preciso deixar a imaginação guiar o caminho.

Não me faltam bonecos tortos, palavras riscadas, e imagens coladas por cima de uma borrada ou outra. O caos faz parte do processo criativo. Não podemos prever o futuro, e a criatividade não segue regras, mas podemos usar padrões e construir uma prática criativa interessante.

Os meus projectos escritos agradecem a actividade.

Obrigada e Até Breve!

Referências:

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