
Como escritores debatemo-nos amiúde com as complicações da mente. Da nossa e dos outros.
A nossa arte manifesta-se, exactamente, sobre as questões que colocamos, e as diferentes respostas que encontramos para as nossas escolhas tão humanas.

Como escritores debatemo-nos amiúde com as complicações da mente. Da nossa e dos outros.
A nossa arte manifesta-se, exactamente, sobre as questões que colocamos, e as diferentes respostas que encontramos para as nossas escolhas tão humanas.
Ando aqui a pensar… se não consigo comprometer-me a escrever, pelo menos, 500 palavras por dia como posso pensar em produzir algum texto de jeito?
Tenho participado numa série de desafios artísticos mas pouco voltados para a escrita. Claro que, mesmo nestes em que a fotografia impera, acabo sempre por complementar com algo escrito. Contudo, para mim, não é suficiente.
Imagina-te com setenta anos. Imagina que viveste uma vida de trabalho físico, sem grande contacto com a escrita. Imagina que sempre tiveste mais apetência para os números do que para as letras. Para ti, os números faziam sentido, tinham regras imutáveis. As letras, não. Apesar de sempre teres lido bastante, cingias-te a leituras sobre assuntos práticos. A vida havia sido demasiado prática em detrimento de ficcional.
Consegues imaginar? Calçar esse par de sapatos?
Naqueles dias em que só me apetece arrancar cada cabelinho da minha cabeça. Em que, irrequieta e inquieta, aplicam-se a dobrar. Quando não retiro nada da minha cabecinha, e já usei todas as desculpas que conheço para não parar sentada na minha cadeira…
Para Esses dias (ou, pelo menos, alguns desses) sugiro: Promptuarium.
Agosto, o mês das férias por excelência. Pelo menos, para aqueles que mantêm a tradição. Por aqui, as férias já foram e voltam daqui a umas semanas.
Entretanto, como Agosto é o mês do descanso, decidi participar num novo tipo de Desafio: o #augustbreak2016
‘História de um caracol que descobriu a importância da lentidão’ foi o primeiro livro comprado para a minha filha na Feira do Livro deste ano. Aliás, costumo dizer que foi o primeiro livro que ela comprou.
Como aficionada que sou dos livros de Luis Sepúlveda, como podem ler aqui, aqui e aqui, ando há bastante tempo a aguardar a oportunidade de ler estas suas obras mais… posso chamar-lhes metafóricas?