Sal

Oiço passos no calor,

Pequenas tentações audíveis.

Mexem comigo, os enlaces,

De passos amovíveis.

 

Oiço a tua respiração,

Sons que exalas,

Entram nos tímpanos,

E com sons me embalas.

 

Sensação que algo mexe,

Vibra dentro de mim.

São passos que não esmorecem,

São vidas de cetim.

 

Oiço, ou julgo ouvir,

Penso que oiço,

Ou estarei a sentir?

Nada! É melhor que mentir.

 

E se sempre oiço,

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É o vírus…

Dia de constipação. Ou será de constiparvação? Um bocadito das duas coisas… é o vírus da parvoíce que se apodera de nós quando estamos mais fracos (tal e qual como o verdadeiro vírus). Que nos leva a ter febres desmesuradas, dores pelo corpo todo e faz com que a cabeça não pense em coisas com sentido. Tudo são lógicas difusas de quem está doente.

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Precário?!

Eu achava que este meu “espacinho” não iria servir para isto. Mas a verdade é que os últimos tempos a minha vida tem sido esta… precariedade, insegurança, raiva… entre outros… Fica aqui um pedacinho de quem se explica melhor do que eu neste contexto:  

“…deu-se aos trabalhadores o reverso da medalha: uma lei de despedimentos que garante trabalho até à eternidade a quem o tem e precariedade para sempre a quem o não read more

Todo o nada que sobressai

 

Só uma luz, pode cumprir a sua função,

Só o ar pode passar…

Entre tudo o que foi ilusão,

Da vida que acaba por matar.

 

Um raio de sol, uma lágrima que cai,

Perguntas o óbvio que transparece,

Do nada que resta, do que lá vai.

 

Tudo o que é parece,

Todo o nada que sobressai,

Tudo o que é nada e que se esvai

Tudo se sente… tudo se tece… tudo cai.

 

E agora que a tempestade passou,

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O momento

É um ponto mágico, num quadro veloz. Penso que olho e não vejo, a dor que é atroz. Numa imagem distorcida (é o que vejo em ti… em mim) não há saída, a vida fê-lo assim.   Por isso, é todo um quadro que existe, só na minha mente. É triste! Verdade? Mentira? Desmente! Não observas! Deliras…     O que penso, vejo, escuto, nada me diz. Mas tudo sei. Porquê? É o drama… do infeliz, que vê, e nada pode fazer, para mudar a trama.   Sei que aquele momento é meu. Longe no tempo, perdido no céu. De um nada que criámos, num nada que se tornou. O momento não mo levas, O mundo do sonho é meu.