O Livro do Chá – Kakuzo Okakura

“… Os nossos padrões de moralidade são retirados de necessidades passadas da sociedade, mas deverá a sociedade manter-se sempre igual? A observância de tradições comunais implica um sacrifício constante do indivíduo ao Estado. A educação, para poder acompanhar o poderoso engano, encoraja uma espécie de ignorância. Não se ensinam as gentes a ser realmente virtuosas, mas a comportarem-se convenientemente. Somos ruins porque estamos terrivelmente conscientes de nós próprios. Nunca perdoamos aos outros porque sabemos estar nós próprios enganados. Alimentamos uma consciência porque tememos dizer a verdade aos outros; refugiamo-nos no orgulho porque tememos dizer a verdade a nós próprios. Como havemos de tratar o mundo com seriedade quando o próprio mundo é tão ridículo!…”

Força (Uma Página De História) – Da Weasel

Tás a sentir
Uma página de história
Um pedaço da tua glória
Que vai passar breve memória
Tamos no pico do verão mas chove
Por todo o lado
Levo uma de cada
Já tou bem aviado
Cuspo directo no caderno
Rimas saídas do inferno
Que passei à tua pala
Num tempo que pareceu eterno
Tou de cara lavada
Tenho a casa arrumada
Lembrança apagada
De uma vida quase lixada 

Passeio
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Auf Achse – Franz Ferdinand

Now I’m nailed above you “…Gushing from my side It’s with your sins that you have killed me Thinking of your sins I die Thinking how you’d let them touch you How you’d never realise That I’m ripped and hang forsaken Knowing never will I rise Again

You still see her
Oh, you hear her
You want her
Oh, you want to
You see her
You hear her
You want her
You still want to.”

“O Banquete” de Platão

“… Havia um terceiro ser, o andrógino, com uma metade masculina e outra feminina. Estes seres tinham duas faces idênticas, opostas uma à outra sobre um único pescoço. As costas e costelas eram unidas. Tinham um único crâneo e as partes genitais em duplicado. (…) Tais seres eram dotados de uma força incrível, que os levou a acreditar que poderiam atacar os deuses do Olimpo. Como castigo por essa ousadia, Zeus resolveu cortá-los ao meio para os tornar mais fracos. estava então separada a natureza humana. As duas metades estavam sempre à procura uma da outra, e quando se encontravam agarravam-se para conseguir novamente união. Permaneciam assim unidas e morriam de fome e tristeza, pois não faziam mais nada com medo de serem novamente separadas. Zeus, com pena deles, deslocou-lhes o sexo para a frente e criou o desejo para que a natureza humana pudesse se reproduzir. Esta união propagou a raça humana, e desde então o amor nasce entre os Homens que procuram sempre a sua outra metade na intenção de corrigir a natureza humana original.”