
Neste ciclo de artigos sobre inspiração e o chamado bloqueio de escritor (temas que, neste momento, me assentam que nem uma luva) quero partilhar convosco algumas estratégias que uso para combater a falta de motivação.

Neste ciclo de artigos sobre inspiração e o chamado bloqueio de escritor (temas que, neste momento, me assentam que nem uma luva) quero partilhar convosco algumas estratégias que uso para combater a falta de motivação.
Por vezes, damos connosco à procura de inspiração nos sítios mais esquisitos. Esbarramos contra uma parede, uma barreira psicológica, uma crença, ou um obstáculo fantasiado que se recusa a sair do caminho.
Quando isso acontece, não sabemos muito bem como o contornar ou passar por cima dele. Sabemos sim que, por este ou aquele motivo, não conseguimos escrever nada ou quase nada. E, isso, altera-nos o equilíbrio… pelo menos, altera o meu. Não conseguir escrever deixa-me exasperada, duvidosa, cheia de monólogos interiores nada agradáveis, num ouroboros de vontades e fracassos.
Recordo-me dos primeiros contactos com a poesia de Florbela Espanca. Tenho presente que senti uma dualidade estranha entre o que lia (e o que significava para mim) e aquilo que os outros (professores e colegas) diziam sobre os seus poemas.
Defeito ou feitio, sempre tive a acesa necessidade de fazer sentido daquilo que lia, de interpretar a poesia com base naquilo que me transmitia, dando atenção moderada às interpretações dos outros. Como não será de estranhar, isto nem sempre corria lá muito bem… particularmente na escola. Mas, sempre me esforcei por encontrar aquilo que mais me dizia, a mensagem que ressoava na minha consciência.
Na tradição de fecho do ano deixo-vos a lista dos artigos que mais visitas tiveram durante 2014 e a lista daqueles que eu mais gostei de criar.
Que em 2015 seja ainda mais difícil escolher os que mais me agradaram.
Este ano decidi mudar um bocadito a forma de enumerar as minhas metas. Construí-as obrigando-me a contabilizar apenas números. Quanto executara. Quanto fizera disto ou daquilo. Servia alguns propósitos mas acho que me desviava daquilo que era realmente importante.
Importante é, não só o quanto de quê mas, o quê.
No rescaldo do Fórum Fantástico deste ano, a convenção anual dedicada ao Fantástico nas suas várias vertentes, quero partilhar convosco um pedacinho deste evento e do lançamento da Antologia de contos ‘Por Mundos Divergentes’.
Foi com um enorme prazer que estive presente em parte do primeiro dia deste evento. Não consegui chegar a tempo da sessão de abertura mas assisti ao debate sobre blogues de Fantástico, ao qual assisti com muita curiosidade e que correspondeu às minhas expectativas.
Encontro-me em contagem decrescente para a data de lançamento de ‘Por Mundos Divergentes’, a Antologia de contos para a qual tive o prazer de ver um dos meus textos seleccionados para publicação.
Esta é uma Antologia formada por 5 contos de Ficção Especulativa criados sob os temas Utopia/Distopia… portanto, na especulação sobre as realidades distintas em que poderíamos viver. Mas, não me quero alongar muito nestas considerações, isto porque podem sempre ler ou reler aqui… o artigo que escrevi sobre esta Antologia e sobre o meu conto ‘Somos Felizes’.