Ler para Escrever e Desafio de Leitura para 2019

Ler para Escrever e Desafio de Leitura para 2019

Há tanto tempo que não publico um artigo para A Minha Biblioteca

Não que tenha parado de ler. Pelo contrário. Mas, nem tudo o que leio me incentiva a escrever sobre… E, depois, há os outros cuja explosão me impedem de articular de uma forma que faça jus ao que acabei de ler.

O início de 2019 trouxe algumas obras dedicadas à Criatividade per se. Terminei a leitura de ‘Being Creative’ de Michael Atavar e logo após ter devorado ‘Big Magic’ de Elizabeth Gilbert que alimentou uma opinião dividida em dois artigos (parte I e parte II).

De lá para cá constatei três coisas:

  1. Mandei a lista do que iria ler este ano apanhar couves. A melhor forma de não cumprir algo é tornar público o que pretendo fazer. Também vos acontece?

  2. Suplantei os 12 livros que me propus a ler este ano. Neste momento, conto 16 como podem ver aqui… e pretendo adicionar mais uns à lista de lidos em 2019.

  3. Voltei a ler alguns dos meus autores favoritos. J.R.Ward, Susanna Tamaro, Stephenie Meyer, Seth Godin e Anne Lamott. Sem medos.

 

Não há melhor motivo para ler do que por prazer. Click To Tweet

Sem pressões do que deve ser. Sem preconceitos sobre o que ler. Seguindo aquilo que nos desperta o coração e nos cativa a mente de forma insuspeita.

Nunca fui muito de modas. Não só porque, quando é moda, a minha gaja interior revolta-se e… suponho que nunca tive o dinheiro (e a vontade) para sustentar as modas dos outros.

Acontece-me o mesmo com os livros. Salvo raras excepções, em que estou à espera do próximo volume de uma saga, costumo optar sempre por aqueles que não estão nas prateleiras principais da livraria.

As últimas novidades vivem de fogo de artifício e brilhantes de plástico que não refractam ou refletem a verdadeira luz. Eu prefiro escolher os prismas que podem iluminar qualquer parte do que vejo.

A ideia de possuir um livro em segunda mão, que pode vir anotado por alguém, enche-me o coração. O Clássico que, por algum motivo, vem parar à parte escondida da estante ou à banca do super-desconto, é uma possibilidade tão bonita.

Ler é um mecanismo de descontracção, de defesa e de aprendizagem. É uma espécie de exercício de concentração.

Com os milhares de monitores que piscam, e nos fazem saltar de conteúdo em conteúdo, alimentar a leitura é forçar-nos a sair da piscina de fragmentos de plástico baço em que atentamos e nos transformamos.

Quando me forço a largar um ecrã e pegar num livro, bastam cinco minutos, e o mundo fica lá para trás. Mesmo se estiver a ler sobre o Mundo em si. Porque ler sobre ele significa organizar os pensamentos e acrescentar conhecimentos aos que tenho. E, não esquecer a importância do que lemos enquanto escrevemos…

Bom, quando comecei este artigo não queria que ele viesse dar aqui: ao incentivo à leitura. Mas, foi onde terminei. Por isso, vou manter-me com este sentimento, na esperança de alimentar a minha e a tua vontade de ler mais um pouco, de aprender mais qualquer coisa, de incentivar paixões mais livrescas (mais ou menos eruditas).

Porque, para mim, ler não tem a ver com aqueles grandes tomos de seca pseudo-erudita. Ler tem a ver com o que nos faz bem. Com os livros que nos fazem sentir bem. Com descobrir coisas que alimentem a curiosidade e a criatividade… independentemente daquilo que os outros dizem.

Porque um Escritor é sempre um Leitor. Os livros, as palavras e as letras são as ferramentas que necessitamos para escrever bem, e pensarmos melhor.

O treino que precisamos para os nossos Escritos vem das nossas leituras. Click To Tweet

Como naquele adágio:

ler é como beijar

… escrita e falada.

Partilhem connosco o que andam a ler e, se tiverem perfil, adicionem-me no Goodreads. Ando sempre por lá… nas minhas estantes virtuais.

Bons Escritos e Boas Leituras!

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