
Há tanto tempo que não ia ao Chiado… Saudades! É, de facto, a palavra de 2020… se nos esquecermos de uns quantos palavrões que podíamos eleger para este elevado Cargo que foi 2020.

Há tanto tempo que não ia ao Chiado… Saudades! É, de facto, a palavra de 2020… se nos esquecermos de uns quantos palavrões que podíamos eleger para este elevado Cargo que foi 2020.

Agora que saí da NaNo Land, sem ter saído da Terra de ‘Fogo e Gelo’, volto ao meu esquema normal de gestão de tempo. E, o que significa isto?
Aqui, na Sara’s Land, as primeiras horas matinais são dedicadas a rituais que incluem escrever as Morning Pages, um Daily Planner e Bullet Journal, entre outros rituais mais sucintos, como uma prática de gratidão, que estão integrados nos ritmos de cada dia.

As coisas que fazemos de forma natural tendem a sair mais bem feitas. Mas, a princípio, não há nada que nos saia de forma natural. Ou quase nada.
Há uns largos meses escrevi sobre os nossos super-poderes, aqueles que podem ler aqui…, e que são tão naturais que desconhecemos que os temos de todo.

Esta semana, enquanto embrenhada nos ritmos muito próprios de um NaNoWriMo, e da execução de uma nova história, fiquei com a sensação que precisava colocar as cenas sob uma nova perspectiva.
Gosto de planear. Gosto de esmiuçar pormenores, de planear Universos, de conhecer aquilo que vai no coração das personagens e, de preferência conhecer, de facto, os locais onde decorre a acção. Gosto de saber por onde começo, e de ter ideias sobre os sítios por onde passarei, até entregar aquilo que me propus ao magicar uma história.

Esta semana tem sido marcada pelo início, e decorrer dos primeiros dias, do NaNoWriMo de 2020. Daí o dia, e a hora, de publicação deste artigo…
Se não sabem do que falo, o que é muito natural, convido-vos a ler primeiro este artigo aqui: National Novel Writing Month.

Agora, e sem brincadeiras, quando procuramos estar atentos, conscientemente atentos, às coisas que nos rodeiam, aquilo que vemos muda. E, não só aquilo que vemos, mas a própria forma como observamos. Mudamos toda a perspectiva. Como é a frase?
“Quando você muda a forma como olha para as coisas, as coisas que você olha mudam.” autor desconhecido, ou sabedoria oriental, ou Max Planck…

É a forma como tu escreves, o teu estilo pessoal. É tudo aquilo que só pode ser escrito por ti, com a tua forma de ver o mundo, a tua experiência pessoal, a manifestação física da tua individualidade.
Escrevemos. A única forma de encontrarmos a nossa Voz de Escritor é manifestarmo-la através da actividade da escrita em si.